Livros Espíritas
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Evocação de antigo carroceiro, de cujas comunicações já demos notícia. Ele se manifesta por sinais de violência, quebra o lápis, que força sobre o papel, e por uma escrita grosseira, irregular e pouco legível. Esta evocação apresenta um caráter notável, sobretudo do ponto de vista da influência que o homem pode exercer sobre certos Espíritos inferiores, por meio da prece e dos bons conselhos. (Será publicada.) Sexta-feira, 16 de setembro de 1859 [Sessão particular] Leitura da ata e dos trabalhos da sessão de 9 de setembro. Comunicações – Leitura de um artigo do Illustration de 1853, comunicado pelo Sr. R..., e intitulado As Meses Volantes. Segundo o jornal russo Sjevernava Peschela, de 27 de abril de 1853, e conforme documentos fornecidos pelo Sr. Tscherepanoff, esse artigo demonstra que o fenômeno das mesas girantes é conhecido e praticado desde tempos imemoriais, na China, na Sibéria e entre os Kalmouks da Rússia meridional. Principalmente entre estes últimos, esse meio é utilizado na descoberta de objetos perdidos. (Publicado a seguir.) O Sr. Dorgeval dirige à Sociedade um poema intitulado Uranie, do Sr. de Porry, de Marselha, no qual os pontos fundamentais da Doutrina Espírita estão claramente enunciados, embora na época de sua composição não tivesse o autor nenhuma noção dessa ciência. Não menos digno de nota é o Sr. Porry ter escrito seu poema por uma espécie de faculdade mediúnica. Era à noite, meio adormecido, que os versos se formavam em seu pensamento e ele os escrevia no dia seguinte, ao despertar. Foi feita a leitura de vários fragmentos desse poema, que será publicado nesta Revista. Carta do Sr. P..., de Marselha, contendo a comunicação de um Espírito que se dá a conhecer pelo nome de Paulo, e uma de São Luís, notável por diversas respostas de grande profundeza. Leitura de uma comunicação espontânea dada ao Sr. R..., membro da Sociedade, pelo açougueiro assassino da Rua de la Roquette, de que tratamos na sessão de 2 de setembro, e que veio interpor-se numa reunião havida na casa do Sr. Allan Kardec. Esse Espírito vem agradecer as preces que foram feitas em seu benefício, conforme havia pedido. Tal comunicação é notável pelos bons pensamentos que encerra, projetando uma nova luz sobre a assistência que pode ser dada aos Espíritos sofredores. (Será publicada.) Estudos – Perguntou-se ao Espírito São Luís se, independentemente dos assuntos previamente elaborados, poderiam os Espíritos dar-nos comunicações espontâneas sobre assunto de sua livre escolha. Respondeu afirmativamente, dizendo que César escreverá da próxima vez por intermédio do Sr. R..., e com o consentimento deste último. O Sr. Col..., presente à sessão como ouvinte, pergunta se lhe permitem fazer a evocação de seu filho, cuja morte é, para sua mãe, uma causa de sofrimento que nada pode atenuar. Devendo ir encontrá-la no dia seguinte, gostaria de relatar a conversa como um motivo de consolação. Como é de interesse meramente pessoal, esta evocação não será publicada. Exame da teoria do Sr. Brasseur sobre os médiuns. Ele considera os cartões, pranchetas e outros instrumentos como os únicos médiuns verdadeiros, que classifica de médiuns inertes, considerando-se que nos médiuns animados, diz ele, há sempre maior ou menor participação do pensamento pessoal. Vários membros tomam parte na discussão, pondo-se de acordo no combate à opinião do Sr. Brasseur, fundada, segundo dizem, sobre uma observação incompleta, tendo em vista que a independência absoluta do médium animado está provada por fatos irrecusáveis. Um dos argumentos opostos ao Sr. Brasseur é de que os cartões e pranchetas nunca falam sozinhos, donde resulta que não passam de instrumentos ou, como já foi dito, de apêndices perfeitamente dispensáveis; são os acessórios e não o principal. Munida de lápis e influenciada pela pessoa, a prancheta não é mais médium que o lápis colocado diretamente na mão da pessoa. O Sr. Sanson procede à leitura de alguns versos que ele compôs em homenagem a São Luís e em agradecimento pela cura de que foi objeto. Como não se julga poeta, pergunta qual o Espírito que os inspirou. Respondem-lhe que foi o seu próprio Espírito, tomado de justo reconhecimento por aquele que aliviou suas dores. Evocação de Swedenborg – À evocação feita por Allan Kardec, ele responde: “Falai, meu velho amigo.” – Honrais-me com o título de vosso velho amigo e, no entanto, estamos longe de ser contemporâneos; não vos conheço senão pelos vossos escritos. – “É verdade, mas eu vos conheço há muito tempo.” – Desejamos fazer várias perguntas sobre diversos pontos de vossa doutrina, mas, considerando o avançar da hora o nosso objetivo é apenas perguntar se podereis fazê-lo na próxima sessão. – Com prazer. Permiti-me, porém, desde já, fazer uma correção nos meus escritos, correção importante para mim. Quando escrevi minha doutrina, pretendia, segundo os conselhos do mundo celeste que a ditavam, que cada povo se achava no céu, numa esfera separada, e que o caráter distintivo de cada nação reapareceria ainda, não por indivíduos, mas por grandes famílias. A experiência convenceu-me de que isso não é assim. – Não há outros pontos sujeitos a contestação? – R. Sim, muitos outros; mas este é um dos mais marcantes. – Temos aqui vários médiuns; tendes preferência por algum para vos comunicardes conosco? – R. Não... digo, sim; eu escolheria um médium mecânico, como os chamais, e ao mesmo tempo rápido. Sexta-feira, 23 de setembro de 1859 [ Sessão Geral] Leitura da ata da sessão do dia 16. Apresentação de quatro candidatos como membros titulares. Sua admissão será discutida na próxima sessão particular do dia 7 de outubro, e aceita, se for o caso. Comunicações – Leitura de uma carta de Rouen, relatando um fato autêntico ocorrido na família da pessoa que escreve, da aparição de sua avó no momento da morte. Outro fato recente de aparição e de aviso de além-túmulo. O Sr. D..., de Paris, doutor em medicina, havia tratado durante algum tempo uma jovem mulher que padecia de doença incurável e que no momento não morava mais em Paris. Há cerca de quinze dias o médico foi despertado por pancadas à porta de seu quarto de dormir. Supondo que vinham chamá-lo para atender algum doente, perguntou: “Quem é? No mesmo instante viu aquela senhora à sua frente, dizendo-lhe com uma voz muito distinta: ‘Sou eu Sr. D..., venho dizer que morri.’ ” Tomando informações, ficou sabendo que aquela mulher havia morrido na mesma noite de sua aparição. Fato curioso de separação momentânea entre a alma e o corpo aconteceu há alguns dias ao Sr. C., médium da Sociedade. (Será publicada com a explicação dada pelos Espíritos.) Leitura de uma comunicação extraordinária, dada pelo Espírito Privat d`Anglemont ao Sr. Ch..., médium da Sociedade. (Será publicada com as outras comunicações do mesmo Espírito.) Estudos – Três comunicações espontâneas tinham sido prometidas para esta sessão: uma de César, uma de Swedenborg e uma de Privat d'Anglemont. Fizeram escrevê-las simultaneamente por três médiuns diferentes, todos mecânicos. A seguir, diversas perguntas são feitas a Swedenborg sobre alguns pontos de sua doutrina, que ele reconhece errôneas. Fez-se a leitura prévia de uma notícia biográfica sobre Swedenborg, preparada pela Sra. P., membro da Sociedade. (Serão publicadas.) O Sr. Det..., membro da Sociedade, havia preparado sobre César uma série de perguntas muito inteligentes, mas as explicações espontâneas dadas por esse Espírito tornaram supérfluas a maior parte delas. Todavia, serão examinadas e escolhidas as que forem julgadas proveitosas para ulterior deliberação. O Sr. Dumas, de Sétif, membro titular da Sociedade, está presente à sessão. Pede para fazer-se evocação de alguns Espíritos que a ele se manifestaram, a fim de ter um controle das comunicações obtidas na Argélia. O resultado dessas evocações é idêntico e confirma as respostas que lhe haviam sido dadas. À questão de saber se ele pode concorrer eficazmente para a propagação do Espiritismo na África, foi respondido que não somente pode, como também deve.
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