Livros Espíritas
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Variedades especiais para os efeitos físicos: Médiuns tiptólogos – Aqueles sob cuja influência se produzem os ruídos e as pancadas. Variedade muito comum, com ou sem intervenção da vontade. Médiuns motores – Os que produzem o movimento dos corpos inertes. Muito comuns. (Item 61.) Médiuns de translações e de suspensões – Os que produzem a translação aérea e a suspensão dos corpos inertes no espaço, sem ponto de apoio. Entre eles há os que podem elevar-se a si mesmos. Mais ou menos raros, conforme a amplitude do fenômeno; raríssimos, no último caso. (Item 75 e seguintes; item 80.) Médiuns de efeitos musicais – Os que provocam a execução de composições musicais, sem qualquer contato com os instrumentos. Muito raros. (Item 74; pergunta 24.) Médiuns de aparições – Os que podem provocar aparições fluídicas ou tangíveis, visíveis para os assistentes. Excepcionais. (Item 100, pergunta 27; item 104.) Médiuns de transporte – Os que podem servir de auxiliares aos Espíritos para o transporte de objetos materiais. Variedade de médiuns motores e de translações. Excepcionais. (Item 96.) Médiuns noturnos – Os que só obtêm certos efeitos físicos na obscuridade. Eis a resposta de um Espírito à pergunta que fizemos sobre a possibilidade de se considerarem esses médiuns como constituindo uma variedade: “Certamente se pode fazer disto uma especialidade, mas esse fenômeno depende mais das condições ambientes do que da natureza do médium ou dos Espíritos. Devo acrescentar que alguns escapam a essa influência do meio e que a maioria dos médiuns noturnos poderiam chegar, pelo exercício, a agir tão bem no claro quanto na obscuridade. Esta variedade de médiuns é pouco numerosa e, cumpre dizer claramente, é graças a essa condição, que oferece plena liberdade ao emprego dos truques da ventriloquia e dos tubos acústicos, que os charlatães têm abusado bastante da credulidade, fazendo-se passar por médiuns, a fim de ganharem dinheiro. Mas que importa? Os mágicos de gabinete, como os da praça pública, serão cruelmente desmascarados e os Espíritos lhes provarão que agem mal, intrometendo-se na obra deles. Repito: alguns charlatães receberão, de modo bastante rude, o castigo que os fará detestar o ofício de falsos médiuns. Aliás, isso é uma questão de tempo.” ERASTO Médiuns pneumatógrafos – Os que obtêm a escrita direta. Fenômeno muito raro e, sobretudo, muito fácil de ser imitado pelos trapaceiros. (Item 177.) OBSERVAÇÃO – Os Espíritos insistiram, contra a nossa opinião, em incluir a escrita direta entre os fenômenos de ordem física, pela razão, disseram eles, de que: “Os efeitos inteligentes são aqueles para cuja produção o Espírito se serve dos materiais existentes no cérebro do médium, o que não é o caso da escrita direta. A ação do médium é aqui toda material, ao passo que no médium escrevente, ainda que completamente mecânico, o cérebro desempenha sempre um papel ativo”. Médiuns curadores – Os que têm o poder de curar ou de aliviar o doente, tão só pela imposição das mãos ou pela prece. “Essa faculdade não é essencialmente mediúnica. Todos os verdadeiros crentes a possuem, sejam médiuns ou não. Na maioria das vezes, é apenas uma exaltação do poder magnético, fortalecido, se necessário, pelo concurso de Espíritos bons.” (Item 175.) Médiuns excitadores – Os que têm o poder de desenvolver nos outros, por influência própria, a faculdade de escrever. “É mais um efeito magnético do que um caso de mediunidade propriamente dita, já que nada prova a intervenção de um Espírito. Seja como for, pertence à categoria dos efeitos físicos.” (Veja-se o capítulo, Formação dos médiuns.)
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