Livros Espíritas
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Espiritos:
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O Espiritismo, certamente, não é indispensável para que se chegue a esse resultado; por isso não tem a pretensão de ser o meio exclusivo, a garantia única de salvação para as almas. Contudo, pelos conhecimentos que fornece, pelos sentimentos que inspira e pelas condições em que coloca o Espírito, fazendo-lhe compreender a necessidade de melhorar-se, facilita enormemente a salvação. Além disso, ele dá a cada um os meios de auxiliar o desprendimento dos outros Espíritos no momento de deixarem o envoltório material, abreviando-lhes a duração da perturbação pela evocação e pela prece. Pela prece sincera, que é uma magnetização espiritual, provoca-se a desagregação mais rápida do fluido perispirítico; pela evocação conduzida com sabedoria e prudência, com palavras de benevolência e de estímulo, combate-se o entorpecimento do Espírito, ajudando-o a reconhecer-se mais cedo e, se é sofredor, incutindo-lhe o arrependimento, que é o único meio de abreviar os seus sofrimentos.⁷⁰
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(⁷⁰) Nota de Allan Kardec: Os exemplos que vamos citar nos capítulos seguintes apresentam os Espíritos nas diferentes fases de felicidade e infelicidade da vida espiritual. Não fomos procurá-los nas personagens mais ou menos ilustres da Antiguidade, cuja situação pode ter mudado consideravelmente depois da existência que lhes conhecemos, e por isto não ofereceriam provas suficientes de autenticidade. Ao contrário, tomamos esses exemplos nas circunstâncias mais ordinárias da vida contemporânea, porque são aquelas em que cada criatura pode encontrar mais similitudes e tirar, pela comparação, as mais proveitosas instruções. Quanto mais próxima de nós está a existência terrestre dos Espíritos, quer pela posição social, quer por laços de parentesco ou de meras relações, tanto mais nos interessamos por eles, tornando-se mais fácil averiguar-lhes a identidade. As posições vulgares são as mais comuns, as de maior número, podendo cada qual aplicá-las em si, de modo a se tornarem úteis, ao passo que as posições excepcionais comovem menos, porque saem da esfera dos nossos hábitos. Não foram, pois, as sumidades que procuramos e, se nesses exemplos se encontram algumas personagens conhecidas, a maioria delas é composta de nomes obscuros. Nomes retumbantes nada acrescentariam à instrução que visamos, podendo ainda ferir suscetibilidades. Não nos dirigimos aos curiosos, nem aos amadores de escândalo, mas tão somente aos que pretendem instruir-se. Esses exemplos poderiam ser multiplicados infinitamente, porém, forçados a limitar-lhes o número, escolhemos os que pudessem melhor esclarecer o mundo espiritual e seu estado, quer pela situação dos Espíritos, quer pelas explicações que estavam no caso de fornecer. A maior parte destes exemplos são inéditos e apenas alguns poucos já foram publicados na Revista espírita. Destes, suprimimos os detalhes supérfluos, conservando apenas o essencial ao fim que nos propusemos, ajustando-lhes as instruções complementares que poderão suscitar posteriormente.
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