Livros Espíritas
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Estudemos a questão dos passes. Podemos dizer que o tratamento mediante passes pode ser feito diretamente, com o enfermo presente aos trabalhos, ou através de irradiações magnéticas, com o enfermo a distância. No passe direto, depois de orar silenciosamente, o médium é inteiramente envolvido pelos fluidos curadores hauridos no Plano Superior e que se canalizam para o organismo do doente; no passe a distância, que é uma modalidade de irradiação, o médium, sintonizando-se com o necessitado, a distância, para ele canaliza igualmente fluidos salutares e benéficos. Nas chamadas "sessões de irradiação", os doentes são beneficiados a distância, não somente em virtude dos fluidos dirigidos conscientemente pelos encarnados, como pelas energias extraídas dos presentes, pelos cooperadores espirituais, e conduzidas ao local onde se encontra o irmão enfermo. Há criaturas que oferecem extraordinária receptividade aos fluidos magnéticos. São aquelas que possuem fé robusta e sincera, recolhimento e respeito ante o trabalho que, a seu e a favor de outrem, se realiza. Na criatura de fé, no momento em que recebe o passe, a sua mente e o seu coração funcionam à maneira de poderoso ímã, atraindo e aglutinando as forças curativas. Já com o descrente, o irônico e o duro de coração o fenômeno é naturalmente oposto. Repele ele os jorros de fluidos que o médium canaliza para o seu organismo. É aconselhável, a nosso ver, ore o indivíduo, em silêncio, enquanto recebe o passe, a fim de que a sua organização psicofísica incorpore e assimile, integralmente, as energias projetadas pelo passista. Tal atitude criará, indubitavelmente, franca receptividade ante o socorro magnético. Para mais completa elucidação do assunto, vamos transcrever alguns trechos do capítulo "Serviço de passes", relativos a estas considerações: "Alinhando apontamentos, começamos a reparar que alguns enfermos não alcançavam a mais leve melhoria. As irradiações magnéticas não lhes penetravam o veículo orgânico. Registrando o fenômeno, a pergunta de Hilário não se fez esperar: — Por quê? — Falta-lhes o estado de confiança — esclareceu o orientador. — Será, então, indispensável a fé para que registrem o socorro de que necessitam? — Ah! sim. Em fotografia precisamos da chapa impressionável para deter a imagem, tanto quanto em eletricidade carecemos do fio sensível para a transmissão da luz. No terreno das vantagens espirituais, é imprescindível que o candidato apresente uma certa tensão favorável." E, mais adiante: "Sem recolhimento e respeito na receptividade, não conseguimos fixar os recursos imponderáveis que funcionam em nosso favor, porque o escárnio e a dureza de coração podem ser comparados a ESPESSAS CAMADAS DE GELO sobre o templo da alma." Referindo-nos ao passe a distância, comum nas "sessões de irradiação", ouçamos novos esclarecimentos: "— E pode, acaso, ser dispensado a distância? — Sim, desde que haja sintonia entre aquele que o administra e aquele que o recebe. Nesse caso, diversos companheiros espirituais se ajustam no trabalho do auxílio, favorecendo a realização, e a prece silenciosa, será o melhor veículo da força curadora." Sintetizando os nossos apontamentos, temos, então, dois tipos de passes: a) — Passes diretos (enfermo presente); b) — Passes a distância (enfermo ausente). E no tocante à receptividade ou refratariedade das pessoas, no momento do passe, temos: a) — Fé, mais recolhimento, mais respeito, somam RECEPTIVIDADE; b) — Ironia, mais descrença, mais dureza de coração, somam REFRATARIEDADE.
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