Livros Espíritas
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(Sociedade Espírita do México, 20 de abril de 1859) Depois que me afastei de nossa pátria bela, E outros países vi, ouço alguém me deter: Voltai, voltai, ouvi a quem vos apela, Nós queremos ter mais versos de Béranger. Deixai, pois, repousar esta musa risonha; Ela já habita o céu com seus campos abertos, Para louvar seu Deus com voz que alegre sonha Cada dia ao juntar-se aos celestes concertos. Ela cantara outrora as mais frívolas árias; Por seu bom coração, Deus a si o chamou, Não tendo achado más as suas canções várias. Ele amava, ele orava e nunca a alguém odiou. Se eu pude flagelar a raça capuchinha Com seu bom coração os franceses têm rido. Se a voltar a este mundo o bom Deus me destina, A zombar-lhes ainda eu serei compelido. Nota – Aqui o Espírito Béranger, deixando-nos entregue à nossa prece, deu-nos os versos seguintes: O quê! Me assassinais, leviana e humana raça! Versos! Meus versos sempre! O pobre Béranger Bastante os feito tem sobre a terra em que passa E contra eles seu fim devia proteger. Mas não, pois que ele é nada, e se lhe cumpra a sorte! Em morrendo, esperava o bom Deus impedisse-o. Se me quereis punir, ai de mim! Que o suporte O pobre Béranger a que votais suplício. Béranger
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