Livros Espíritas
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Espiritos:
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Estando na Natureza, as manifestações espíritas se hão produzido em todas as épocas. O conhecimento da lei que as rege explica uma imensidão de problemas olhados como insolúveis. É a chave de uma porção de fenômenos explorados e amplificados pela superstição. fenômenos nada mais têm que repugne à razão, porque vêm tomar lugar ao lado dos outros fenômenos naturais. Nos tempos de ignorância, todos os efeitos cujas causas não eram conhecidas eram reputados sobrenaturais. As descobertas da Ciência têm restringido sucessivamente o círculo do maravilhoso; o conhecimento dessa nova lei vem reduzi-lo a nada. Aqueles, pois, que acusam o Espiritismo de ressuscitar o maravilhoso, provam, por isto mesmo, que falam do que não conhecem. não conhecem o Espiritismo é crer que os Espíritos, apenas porque estão desprendidos da matéria, devem saber tudo e possuir a soberana sabedoria. Isto é um erro grave. Deixando seu invólucro corporal, não se despojam imediatamente de suas imperfeições; só com o tempo se depuram e se melhoram. Sendo os Espíritos as almas dos homens, como há homens de todos os graus de saber e de ignorância, de bondade e de malvadez, também os há entre os Espíritos. Existem os que são levianos e brincalhões; os que são mentirosos, velhacos, hipócritas, maus e vingativos; outros, ao contrário, possuem as mais sublimes virtudes e o saber em grau desconhecido na Terra. Essa diversidade na qualidade dos Espíritos é um dos pontos mais importantes a considerar, pois explica a natureza boa ou má das comunicações que se recebem. É preciso que nos empenhemos em as distinguir. Disto resulta que não basta dirigir-se a um Espírito qualquer para obter uma resposta justa para cada pergunta, pois o Espírito responderá conforme o que sabe e, muitas vezes, dará apenas a sua opinião pessoal, que pode estar certa ou errada. Se for prudente, confessará sua ignorância sobre o que não sabe; se leviano ou mentiroso, responderá a tudo, sem se preocupar com a verdade; se orgulhoso, dará sua idéia como verdade absoluta. É por isto que São João, o Evangelista, diz: Não creiais em todo Espírito; antes, provai se os Espíritos são de Deus.6 A experiência prova a sabedoria deste conselho. Seria, pois, imprudência e leviandade aceitar sem controle tudo o que vem dos Espíritos. 6 N. do T.: Vide I João, 4:1. Os Espíritos só podem responder sobre o que sabem e, ainda, sobre o que lhes é permitido dizer, porquanto há coisas que não devem revelar, porque ainda não é dado ao homem tudo conhecer. linguagem. A dos Espíritos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica, isenta de toda trivialidade, puerilidade ou contradição; transpira sabedoria, benevolência e modéstia; é concisa e sem palavras inúteis. A dos Espíritos inferiores, ignorantes ou orgulhosos é isenta dessas qualidades; o vazio das idéias aí é quase sempre compensado pela abundância de palavras. que os Espíritos são livres; comunicam-se quando querem e a quem lhes convém e, também, quando podem, pois têm as suas ocupações. Não estão às ordens e ao capricho de quem quer que seja, e a ninguém é dado fazê-los vir contra a sua vontade, nem a dizer o que querem calar. Daí por que ninguém pode afirmar que um Espírito qualquer virá a seu apelo em determinado momento, ou responderá a esta ou àquela pergunta. Dizer o contrário é provar absoluta ignorância dos princípios mais elementares do Espiritismo. Só o charlatanismo tem fontes infalíveis. similitude dos gostos e dos caracteres, pela intenção que faz desejada a sua presença. Os Espíritos superiores não vão a reuniões fúteis, assim como um cientista da Terra não iria a uma assembléia de jovens estouvados. Diz o simples bom-senso que não pode ser de outro modo; ou, se por vezes aí vão, é para dar um conselho salutar, combater os vícios, tentar reconduzi-los ao bom caminho; se não são ouvidos, retiram-se. Seria fazer uma idéia completamente falsa pensar que Espíritos sérios se comprazem em responder a futilidades, a perguntas ociosas, que não provam afeição nem respeito por eles, nem sincero desejo de instruir-se e, ainda menos, que possam vir dar espetáculo para divertir curiosos. Se não o fizeram em vida, não o farão depois de mortos. para ser proveitosa, deve, como primeira condição, ser séria e recolhida; que tudo aí deve passar-se respeitosamente, religiosamente e com dignidade, caso se queira obter o concurso habitual dos Espíritos bons. É preciso não esquecer que se esses mesmos Espíritos aí se tivessem apresentado quando vivos, teriam tido por eles considerações às quais têm ainda mais direito depois da morte. Em vão alegam a utilidade de certas experiências curiosas, frívolas e divertidas, para converter os incrédulos: o resultado é completamente oposto ao que se espera. O incrédulo, já disposto a zombar das mais sagradas crenças, não pode ver uma coisa séria naquilo de que fazem uma brincadeira; não pode ser levado a respeitar aquilo que não lhe é apresentado de modo respeitável. Assim, reuniões fúteis e levianas, dessas onde não há ordem, nem seriedade, nem recolhimento, ele sempre leva uma impressão má. O que, sobretudo, o pode convencer, é a prova da presença de seres cuja memória lhe é cara; é diante de suas palavras graves e solenes, de revelações íntimas que o vemos empalidecer e comover-se. Mas, justamente porque deve haver mais respeito, veneração, afeição à pessoa cuja alma se lhe apresenta, ele fica chocado, escandalizado de vê-la comparecer a uma assembléia irreverente, entre mesas que dançam e gracejos de Espíritos levianos. Por mais incrédulo que seja, sua consciência repele essa aliança entre o sério e o frívolo, o religioso e o profano, razão por que tacha tudo de hipocrisia, saindo, muitas vezes, menos convencido do que quando havia entrado. As reuniões dessa natureza sempre fazem mais mal do que bem, porque afastam da doutrina mais pessoas do que atraem, sem contar que se expõem à crítica dos detratores, que aí acham fundados motivos para a zombaria. diversão. Se elas não têm a importância do ensino filosófico, têm sua utilidade, do ponto de vista dos fenômenos, porque são o á-bê-cê da ciência, do qual deram a chave. Embora hoje menos necessárias, ainda ajudam a convicção de certas pessoas. Mas não excluem, absolutamente, a ordem e o comedimento nas reuniões onde se fazem experiências. Se fossem sempre praticadas de maneira conveniente, convenceriam mais facilmente e produziriam, sob todos os aspectos, resultados muito melhores. incompletas e, necessariamente, podem provocar numerosas perguntas. Mas não se deve perder de vista que isto não é um curso de Espiritismo. Tais quais são, bastam para mostrar a base sobre a qual ele repousa, o caráter das manifestações e o grau de confiança que podem inspirar, conforme as circunstâncias. Quanto à utilidade das manifestações, ela é imensa, por suas conseqüências. Mas, ainda que só tivessem como resultado dar a conhecer uma nova lei da Natureza, demonstrar materialmente a existência da alma e a sua imortalidade, já seria muito, porque abriria uma larga via à filosofia.
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(6) – A morte do corpo liberta o Espírito do envoltório
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(7) – O fluido que compõe o perispírito penetra todos os
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(8) – Os Espíritos povoam o espaço; constituem o
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(9) – Os Espíritos têm todas as percepções que tinham
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(10) – Os Espíritos conservam as afeições sérias que
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(11) – Os Espíritos podem manifestar-se de muitas
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(12) – Embora invisível para nós em estado normal, o
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(13) – É com o auxílio de seu perispírito que o Espírito
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(14) – É pelo mesmo meio que o Espírito age sobre a
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Nota 10:
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(15) – Por estas poucas palavras pode ver-se que as
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Nota 11:
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(16) – Afastado completamente o maravilhoso, esses
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(17) – Uma idéia mais ou menos geral entre pessoas que
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(18) – Reconhece-se a qualidade dos Espíritos por sua
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(19) – Outro ponto a considerar, igualmente essencial, é
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(20) – Os Espíritos são atraídos pela simpatia, pela
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(21) – Do que precede, resulta que toda reunião espírita,
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(22) – É erro fazer das manifestações físicas uma
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(23) – Sem dúvida estas explicações são muito
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