Livros Espíritas
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...."A minha paz vos dou"... (Jesus) Todos ambicionam a paz. Raros ajudam-na. Que fazes por sustentá-la? Recorda que a segurança dos aparelhos mais delicados depende, quase sempre, de parafusos pequeninos ou de junturas inexcedivelmente singelas. Não haverá tranqüilidade no mundo, sem que as nações pratiquem a tolerância e a fraternidade. E se a nação é conjunto de cidades, a cidade é um agrupamento de lares, tanto quanto o lar é um ninho de corações. A harmonia da vida começará, desse modo, no íntimo de nossas próprias almas ou toda harmonia aparente na paisagem humana será sempre simples jogo de inércia. Comecemos, pois, a sublime edificação no âmago de nós mesmos. Não transmitas o alarme da crítica, nem estendas o fogo da crueldade. Inicia o teu apostolado de paz, calando a inquietação no campo do próprio ser. Onde surjam razões de queixa, sê a cooperação que restaura o equilíbrio; onde medrem espinhos de sofrimento, sê a consolação que refaz a esperança. Detém-te na Tolerância Divina, e renova para todas as criaturas de teu círculo as oportunidades do bem. Reafirma o compromisso de servir, silenciando sempre onde não possas agir em socorro do próximo. Ao preço da própria renunciação, disse-nos o Senhor: - "A minha paz vos dou"... E para que a paz se faça, na senda em que marchamos, é preciso que à custa de nosso próprio esforço se faça a paz em nós, a fim de que possamos irradiá-la, em tudo, no amparo vivo aos outros.
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