Livros Espíritas
Sugerir Edição de Documento
Editar documento
Título:
Autor:
Espiritos:
Capítulo:
Conteúdo:
20000
caracteres restantes
É notável que no momento em que apareceram os artigos do Journal des Débats, comunicações espontâneas tenham ocorrido em vários lugares, tanto em Paris quanto nos Departamentos. Todas exprimem o mesmo pensamento. A seguinte foi dada na Sociedade, a 30 de novembro último: “Não vos inquieteis com o que o mundo pode escrever contra o Espiritismo. Não é a vós que atacam os incrédulos, mas ao próprio Deus; mas Deus é mais poderoso do que eles. É uma era nova, entendei bem, que se abre ante vós; e os que buscam opor-se aos desígnios da Providência logo serão derrubados. Como foi dito perfeitamente, longe de prejudicar o Espiritismo, o cepticismo fere a própria mão e ele mesmo se matará. Já que o mundo quer tornar a morte onipotente pelo nada, deixai-o falar; não lhe oponhais senão a indiferença ao seu amargo pedantismo. Para vós a morte não será mais essa deusa atroz que os poetas sonharam: a morte se vos apresentará como a aurora dos dedos de rosa de Homero”. André Chénier Sobre o mesmo assunto São Luís havia dito antes: “Semelhantes artigos só fazem mal aos que os escrevem; nenhum mal fazem ao Espiritismo, concorrendo para o espalhar mesmo entre os seus inimigos”. Um outro Espírito respondeu a um médico de Nîmes, que lhe perguntou o que pensava dos artigos: “Deveis ficar satisfeitos com isto. Se vossos inimigos se ocupam tanto convosco, é porque vos reconhecem algum valor e vos temem. Deixai-os, pois, que digam e façam o que quiserem; quanto mais falarem, mais vos farão conhecer, e não vem longe o tempo em que serão forçados a calar-se. Sua cólera prova a sua fraqueza. Só a verdadeira força sabe dominar-se: tem a calma da confiança. A fraqueza procura perturbar fazendo muito barulho”. Querem agora uma amostra do emprego que certos sábios fazem da ciência em proveito do Espiritismo? Citemos um exemplo. Um dos nossos colegas da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, o Sr. Indermuhle, de Berna, escreve-nos o seguinte: “O Sr. Schiff, professor de Anatomia (não sei se é o mesmo que tão engenhosamente descobriu o músculo estalante, do qual o Sr. Jobert de Lamballe tornou-se o editor responsável)11, deu aqui há algumas semanas um curso público sobre digestão. Certamente o curso era interessante; porém, depois de haver falado muito sobre a cozinha e a Química, a propósito dos alimentos, e provado que nenhuma matéria se aniquila; que pode dividir-se e transformar-se, mas que é encontrada na composição do ar, da água e dos tecidos orgânicos, chegou à seguinte conclusão: ‘Assim, pois – diz ele – a alma, tal como o vulgo a entende, é justamente no sentido de que aquilo que chamamos alma se dissolve após a morte do corpo, assim como o corpo material. Ela se decompõe para que se juntem novamente as matérias nela contidas, seja no ar, seja nos outros corpos. É somente neste sentido que a palavra imortalidade se justifica: do contrário, não’. É assim que, em 1861, encarregados de instruir e de esclarecer os homens, os sábios lhes oferecem pedra em vez de pão. É preciso que se diga, em louvor da Humanidade, que a maioria dos ouvintes estava muito pouco edificada e satisfeita com esta conclusão, tirada tão bruscamente; que muitos ficaram escandalizados. Quanto a mim, tive piedade desse homem. Se tivesse atacado o governo, tê-lo-iam interditado e mesmo punido. Como se pode tolerar o ensino público do materialismo, essa subversão da sociedade?” A essas judiciosas reflexões de nosso colega, acrescentaremos que uma sociedade materialista, tal qual certos homens se esforçam em transformar a sociedade atual, não possuindo nenhum freio moral, é a mais perigosa para qualquer espécie de governo. Talvez o materialismo jamais tenha sido professado com tanto cinismo. Aqueles que são retidos por um pouco de pudor se compensam arrastando na lama o que o pode destruir. Mas, por mais que façam, são as convulsões de sua agonia. E, diga o que disser o Sr. Deschanel, é o Espiritismo que lhe dará o golpe de misericórdia. Limitamo-nos a enviar a seguinte carta ao Sr. Deschanel: Senhor, Publicastes dois artigos no Journal des Débats de 15 e 29 de novembro último, nos quais apreciais o Espiritismo, do vosso ponto de vista. O ridículo que lançais sobre esta doutrina e, conseqüentemente, sobre mim e sobre todos que a professam, autorizava-me a dirigir uma refutação, que eu pediria fosse inserta naquele jornal. Não o fiz porque, por maior extensão que lhe desse, sempre teria sido insuficiente para as pessoas estranhas a essa ciência e inútil aos que a conhecem. A convicção não é adquirida senão por estudos sérios, feitos sem prevenção, sem idéias preconcebidas e por numerosas observações, feitas com a paciência e a perseverança de quem quer realmente saber e compreender. Eu precisaria ter dado aos vossos leitores um verdadeiro curso, que teria ultrapassado os limites de um artigo. Mas como vos creio um homem muito honrado para atacar sem admitir defesa, limitar-me-ei a lhes dizer, nesta simples carta, que vos rogo a gentileza de publicar no mesmo jornal, que eles encontrarão em O Livro dos Espíritos ou em O Livro dos Médiuns, que acabo de publicar pelos Srs. Didier & Cia., uma resposta suficiente, em minha opinião. Deixo ao julgamento deles o cuidado de confrontar os vossos argumentos e os meus. Os que quiserem, previamente, ter uma idéia sucinta e com pouca despesa, poderão ler a pequena brochura intitulada: O que é o Espiritismo? e que custa somente 60 centavos, bem como a Carta de um católico sobre o Espiritismo, do Sr. Dr. Grand, antigo vice-cônsul de França. Encontrarão ainda algumas reflexões sobre o vosso artigo no número do mês de março da Revista Espírita, que publico. Todavia, há um ponto que eu não poderia passar em silêncio. É o trecho do vosso artigo onde dizeis que o Espiritismo se baseia no mais grosseiro materialismo. Ponho de lado as expressões ofensivas, e pouco parlamentares, às quais tenho por hábito não prestar atenção, limitando-me a dizer que essa passagem contém um erro, não direi grosseiro, pois o termo seria incivil, mas capital, que me importa realçar para a instrução de vossos leitores. Com efeito, o Espiritismo tem por base essencial, e sem a qual não teria nenhuma razão de ser, a existência de Deus, da alma, sua imortalidade, as penas e as recompensas futuras. Ora, esses pontos são a mais absoluta negação do materialismo, que não admite nenhum deles. A Doutrina Espírita não se limita a afirmá-los; não os admite a priori: é a sua demonstração patente. Eis por que já reconduziu um tão grande número de incrédulos, que já haviam abjurado qualquer sentimento religioso. Ela pode não ser espiritual, mas com toda certeza é essencialmente espiritualista, isto é, contrária ao materialismo, porquanto não se conceberia uma doutrina da alma imortal, fundada sobre a não-existência da alma. O que conduz tanta gente à incredulidade absoluta é a maneira pela qual são apresentados a alma e o seu futuro. Vejo diariamente as pessoas dizerem: “Se desde a infância me tivessem ensinado essas coisas, como o fazeis, eu jamais teria sido incrédulo, porque agora compreendo o que antes não compreendia”. Assim, diariamente tenho a prova de que basta expor esta doutrina para conquistar-lhe numerosos partidários. Aceitai, etc.
Mais opções
Nota 1:
5000
caracteres restantes
(10) Univers, maio e julho de 1859; Sr. Oscar Comettant, dezembro de 1859; Gazette de Lyon, outubro de 1860; Sr. Louis Figuier, setembro e dezembro de 1860; Bibliographie catholique, janeiro de 1861.
Formatar
Nova Nota
Nota 2:
5000
caracteres restantes
(11) Vide a Revista Espírita, junho de 1859.
Formatar
Nova Nota
TAG
Valor
Mensagem para o avaliador (caso precise explicar suas sugestões):
3000
caracteres restantes
Criado por (coloque telefone ou e-mail caso seja necessário entrar em contato):
Cancelar
Salvar
Aguarde um momento...
×
Deseja sair do sistema?
×
Confirma a operação?
×