Livros Espíritas
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Um meio que muito frequentemente dá bom resultado consiste em empregar-se, como auxiliar momentâneo, um médium escrevente, maleável, já formado. Se ele puser a mão, ou os dedos, sobre a mão daquele que deve escrever, é raro que esta última não o faça imediatamente. Compreende-se o que se passa em tal circunstância: a mão que segura o lápis se torna, de certo modo, um apêndice da mão do médium, como o seria uma cesta ou uma prancheta. Isto, porém, não impede que esse exercício seja muito útil, quando é possível empregá-lo, visto que, repetido com frequência e regularidade, ajuda a vencer o obstáculo material e provoca o desenvolvimento da faculdade. Algumas vezes, basta mesmo que o médium magnetize, com essa intenção, o braço e a mão daquele que quer escrever. Muitas vezes, o magnetizador se limita a colocar a mão no ombro daquele, e nós o temos visto escrever prontamente sob essa influência. O mesmo efeito pode produzir-se também sem nenhum contato, apenas por efeito da vontade do auxiliar. Compreende-se facilmente que a confiança do magnetizador no seu poder, para produzir tal resultado, há de desempenhar aí importante papel, e que um magnetizador incrédulo exercerá fraca ou nenhuma ação. O concurso de um guia experimentado é, além disso, muito útil algumas vezes, para apontar ao principiante uma série de pequenas precauções que ele frequentemente despreza, em detrimento da rapidez de seus progressos. É útil, sobretudo, para esclarecê-lo sobre a natureza das primeiras perguntas e sobre a maneira de propô-las. Seu papel é o de um professor, que o aprendiz dispensará logo que esteja bem habilitado.
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