Livros Espíritas
Sugerir Edição de Documento
Editar documento
Título:
Autor:
Espiritos:
Capítulo:
Conteúdo:
20000
caracteres restantes
A demora fica por nossa conta exclusiva. Quando os amigos maiores, em atenção aos nossos insistentes apelos, conseguem programar para nós uma vida de sacrifícios, solidão, trabalho árduo, mas iluminada pelo exercício de maravilhosas faculdades mediúnicas, ainda ficamos a hesitar e questionar. Mas logo eu? Mediunidade? Que é isso? Para quê? Poderia fazer outra coisa, como escrever poemas, pintar quadros, filosofar. .. Poderia mesmo, mas é que, quando a oportunidade nos foi concedida, no passado, não nos demos bem e, por isso, hoje queremos e não podemos. Disse há pouco que nem sempre sabemos dos resultados, mas, às vezes, sim. "Agradeço profundamente as orientações recebidas - "escreve alguém' - e vou procurar não desanimar mais. O que houve comigo foi uma melhora muito grande (impulsionada por orientação anterior) e, de repente, a partir de dezembro, piorei, voltando quase ao estado antigo. Comparando as duas vidas, isto é, a que eu levava, sempre doente, e a outra, sempre bem, é lógico, que preferia ficar com a saúde e confesso que me revoltei um pouco, desanimado, quase 'entregando o caldo'. Daí o desespero, a procura de panacéia como a hipnose, etc. .. " Realmente, foi o que ocorreu. Pondo em prática uma orientação anterior, o correspondente melhorou consideravelmente. Ele até diz que pareciam duas vidas diferentes. Desejou, contudo, liquidar tudo de uma vez, pois ficara um compreensível resíduo. O que era apenas um desejo, acabou virando inconformação e até revolta. Desabou tudo de novo e ele saiu em busca de soluções mágicas, mesmo depois de provar a si mesmo que a solução estava na atitude de reforma íntima que adotara. Ao que parece, pôs-se novamente de pé. Outra carta típica: "É com imensa gratidão que lhe escrevo, em resposta às suas duas cartas. Obrigada pela generosa acolhida, pelas orações e pelas palavras de conforto e coragem a mim endereçadas. Aguardei, em prece, durante este período, a orientação espiritual que viria, e confesso honestamente: nunca imaginei tivesse sido eu a origem de tantos desencontros e mágoas. Agradeço a Deus o amparo recebido durante estes anos nos quais, muitas vezes, pensei em desistir. Sabia que a minha dose de participação era elevada, mas não que tivesse sido o ponto de partida. Durante uns dias, com o coração bastante oprimido, senti-me incapaz de olhar meu marido e meus filhos. Mas a verdade nos é transmitida lenta e progressivamente e vem sempre no momento oportuno, oportunidade que não quero perder. É hora de reflexão, de reavaliações, para prosseguir. Há muito trabalho pela frente, eu sei; devo fazê-lo serena e confiante, pois como você mesmo diz: "um dia tudo isso estará em paz". Mais uma vez, agradeço e conto com suas orações. Acho que você não imagina o quanto tem contribuído para o meu progresso espiritual. Quero-lhe um bem imenso por isso." Esse comovente testemunho veio de uma senhora que já desesperava com os conflitos e desentendimentos entre pessoas de sua convivência. A desarmonia vinha de outras existências, como sempre ocorre, em tais casos. Ela própria fora o pivô de tragédias remotas. Por vezes, pensou seriamente em abandonar tudo, até mesmo pela morte, pois se considerava impotente para fazer algo. No seu grupo familial, contudo, era a única pessoa equilibrada e com algumas conquistas já consolidadas. Somente através dela o socorro poderia chegar até eles. A orientação espiritual foi a transfusão de energia de que ela necessitava e que, certamente, mereceu, pelo que já acumulara de bom em seu coração generoso. Não é que a situação tenha mudado, mas mudou, radicalmente, a posição dela perante a situação. Se havia obsessões e pressões espirituais? A rigor, não, como foi esclarecido na orientação; é que espíritos desencarnados, também envolvidos no processo da desarmonia anterior, ou por desafeições outras, se não provocavam os conflitos, pelo menos a eles assistiam, como espectadores privilegiados. Não precisavam, sequer, interferir ou provocar os incidentes, porque os próprios protagonistas se incumbiam de fazê-lo. Como não eram essencialmente maldosos e brutos, não cuidavam de agravar a situação, nem melhorá-la, é claro ... CASO N° 5 Um casal jovem, belo, sadio, dispondo de todos os ingredientes necessários à felicidade terrena, teve uma criança normal sob todos os aspectos, exceto quanto ao cérebro. Como houve uma complicação inesperada no parto, a criança ficou, por alguns minutos, sem o atendimento de emergência necessário a manter a irrigação normal do cérebro, pois não respirava. Ingressou na vida sem o Controle do corpo físico e, principalmente, dos sentidos indispensáveis ao intercâmbio com a realidade material deste mundo. Ficou isolado no seu íntimo, sem os canais de comunicação com a vida exterior. Não vê, não ouve e, conseqüentemente, não deverá aprender a falar, a não ser por algum prodígio de tecnologia da engenharia médica do futuro. A tomografia computadorizada do cérebro revela exígua quantidade de massa encefálica. É uma situação realmente dolorosa. Pai e mãe, jovens e bonitos, fortes, se questionam: por quê? Os avós sofrem de invencíveis mágoas: por quê? Por que teria a 'fatalidade' ou o 'destino' decidido dessa maneira cruel aspectos tão importantes para cada uma das pessoas envolvidas? O avô, médico competente, do melhor gabarito profissional e humano, lamenta não ter podido interferir no dramático momento da crise. Teria talvez conseguido salvar o cérebro do neto. Isso o deixou literalmente arrasado. A pedido de um dos familiares, consultamos nossos amigos espirituais: "Esta entidade" - escreveu o espírito - "está em processo de ressarcimento de graves problemas cármicos, mas está bem e consciente de seus problemas e limitações. A lei divina é igual para todos; os que crêem e os que não crêem. Que os pais não se revoltem nem se sintam culpados. Cada espírito é herdeiro de si mesmo. É claro que familiares da entidade não estão sendo vítimas da fatalidade, que não existe, senão na palavra. Pais e familiares estão todos no mesmo processo. Recolhem, hoje, como filho, alguém que ontem levaram ao suicídio, causando as lesões perispirituais que agora se plasmaram no corpo físico. Não rejeitem a provação. Amem e ajudem a entidade quanto puderem. Conversem com ela. Falem-lhe, sempre, de quanto a amam. Ela ouve e compreenderá, embora tenha os canais de comunicação do corpo físico lesados. A entidade não quer se sentir como um entrave ou elemento de constrangimento para a família. Visitada por nós, fez um apelo: 'Peçam-lhes que me ajudem. Eu me sinto muito só !. Portanto, que todos tenham a alegria de submeter-se à vontade de Deus. Vários amigos espirituais, avalistas da atual encarnação da entidade, estão dando o necessário apoio. E os pais estão conscientes porque foram para isto consultados e aceitaram a tarefa. "Agradeçamos todos à sabedoria e misericórdia divinas que mantêm sempre abertas as portas do recomeço e da reabilitação. Que a oportunidade seja utilizada pelos pais para que estudem, meditem e busquem um pouco além das limitações dos cânones religiosos. Cada espírito sabe onde está a verdade. Basta procurar, que a encontrará. O atual avô tudo fez, no passado para tentar salvar a vida da entidade, sem o conseguir. Muito sofreu, porque muito a amava (foi seu único filho). Por isso carrega até hoje a frustração, sentindo-se culpado. A entidade e a que hoje lhe é avô foram muito ligado, no passado, pelos laços do amor." Além dos aspectos conhecidos do doloroso drama, lê-se, mais nas entrelinhas, como se pode observar. Realmente, é essa a situação. O avô, inconformado porque, sendo médico, não conseguiu (mais uma vez) salvar o antigo filho, que ora retorna, como neto. O pai, um pouco mais otimista e conformado, enfrenta com bravura a situação e oferece espontâneo carinho ao filho. A mãe sente-se duramente atingida, o que é compreensível, pois foi na intimidade de seu organismo que se formou, com todo o seu amor, o pequeno ente que nasce tão bloqueado. A tendência da família é a de atribuir o problema a um descuido imperdoável do médico que fez o parto, mas a visão que temos, através dos espíritos, sugere coisa diferente. Ainda que possível influência tenha acarretado a falta de atendimento imediato - a criança custou a ser reanimada -, a verdade é que o cérebro já foi gerado com gravíssimas deficiências morfológicas e a criança não teria condições de fazê-lo funcionar a contento, mesmo sem o lamentável acidente. Ao colher a orientação, por psicografia, o médium 'viu' a cena trágica: ele se suicidara, na existência anterior, despencando-se de um rochedo elevado, ficando com a cabeça completamente esfacelada. O antigo pai e atual avô fez tudo o que estava ao seu alcance para salvá-lo, sem nenhum êxito. A causa do gesto fatal? O jovem suicida, muito belo, rico e simpático, fazia parte de um triângulo amoroso; num dos vértices estava ele, no outro, o pai atual, e no terceiro, a que ora o recebe como mãe. Apesar de já haver assumido o compromisso do noivado, ela voltou atrás, rejeitando-o e preferindo o outro. Em todo o processo de reajuste, uma grande dificuldade a vencer: a da resistência, que diríamos ideológica. Alguns dos componentes do grupo familiar são refratários a conceitos básicos como sobrevivência, reencarnação, imortalidade, leis divinas em ação. Outros estão condicionados a matrizes dogmáticas de pensamento religioso: a vida é uma só; a morte, uma incógnita; Deus, às vezes, parece injusto; o inocente sofre sem razão, e coisas dessa ordem. Para aceitarem a situação tal como se apresenta, em toda a sua dolorosa dramaticidade, mas como recurso da lei para reajustar todos, precisariam de uma reforma radical nos seus conceitos pessoais de justiça divina.
Mais opções
TAG
Valor
Mensagem para o avaliador (caso precise explicar suas sugestões):
3000
caracteres restantes
Criado por (coloque telefone ou e-mail caso seja necessário entrar em contato):
Cancelar
Salvar
Aguarde um momento...
×
Deseja sair do sistema?
×
Confirma a operação?
×