Livros Espíritas
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A felicidade dos Espíritos bem-aventurados não consiste na ociosidade contemplativa, que seria, como temos dito tantas vezes, uma eterna e fastidiosa inutilidade. A vida espiritual em todos os seus graus é, ao contrário, uma constante atividade, mas atividade isenta de fadigas. A suprema felicidade consiste no gozo de todos os esplendores da Criação, que nenhuma linguagem humana poderia descrever, que a imaginação mais fecunda não seria capaz de conceber. Consiste também no conhecimento e na penetração de todas as coisas, na ausência de sofrimentos físicos e morais, numa satisfação íntima, numa imperturbável serenidade de alma, no amor puro que envolve todos os seres, por causa da ausência de atrito devido ao contato dos maus e, acima de tudo, na contemplação de Deus e na compreensão dos seus mistérios revelados aos mais dignos. A felicidade também existe nas tarefas cujo encargo nos faz felizes. Os Espíritos puros são os messias ou mensageiros de Deus para a transmissão e execução das suas vontades. Executam as grandes missões, presidem à formação dos mundos e à harmonia geral do universo, tarefa gloriosa a que não se chega senão pela perfeição. Os da ordem mais elevada são os únicos a possuírem os segredos de Deus, inspirando-se no seu pensamento, de que são os representantes diretos.
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