Livros Espíritas
Sugerir Edição de Documento
Editar documento
Título:
Autor:
Espiritos:
Capítulo:
Conteúdo:
20000
caracteres restantes
Desejais reencarnar na Terra? – R. Sim, eu o peço; desejo achar-me constantemente exposto ao assassínio, provando-lhe o temor. Monsenhor Sibour foi evocado e disse que perdoava ao assassino e orava para que ele se arrependesse. Disse ainda que, se estivesse presente à evocação de Verger, não se lhe teria mostrado para não lhe aumentar os sofrimentos. O temor de vê-lo, que o assassino experimentava, já era um castigo para o ex-padre. P. O homem que mata sabe que, ao escolher nova existência, nela se tornará um assassino? – R. Não; ele sabe que, escolhendo uma vida de luta, tem probabilidade de matar um semelhante, ignorando porém se o fará, pois está quase sempre em luta consigo mesmo. A situação de Verger, ao morrer, é a de quase todos que perecem de morte violenta. Como a separação da alma não se opera de maneira brusca, eles ficam como que aturdidos, sem saber se estão mortos ou vivos. A visão do arcebispo foi-lhe poupada, por não ser necessária ao seu remorso, ao passo que outros, em circunstâncias idênticas, são constantemente atormentados pelo olhar das suas vítimas. Como se não bastasse a enormidade do crime, Verger acrescentava a agravante de não se ter arrependido ainda em vida e, portanto, nas condições exigidas para a eterna condenação. Entretanto, tão logo deixou a Terra, o arrependimento invadiu-lhe a alma e, repudiando o passado, deseja sinceramente repará-lo. A isso não o impele o excesso de sofrimento, até porque nem mesmo teve tempo para sofrer, mas o grito dessa consciência que desprezou em vida, e que ora se lhe faz ouvir. Por que, então, não lhe levar em conta esse arrependimento? Por que estaria salvo do inferno, caso se arrependesse alguns dias antes, e não depois da morte? E por que Deus, misericordioso para com o penitente antes da morte, seria impiedoso depois, só porque se passaram algumas horas? Causa admiração a rápida mudança algumas vezes operada nas ideias de um criminoso que, impenitente e endurecido até o momento de deixar a vida, compreende a iniquidade de sua conduta e se arrepende, tão logo se veja no outro mundo. Contudo, esse resultado está longe de ser geral, pois se a regra fosse esta, não haveria Espíritos maus. Como quase sempre o arrependimento é tardio, o castigo se prolonga por tempo muito mais dilatado. A obstinação no mal, durante a vida, provém às vezes do orgulho de quem recusa submeter-se e confessar os próprios erros, visto que o homem está sujeito à influência da matéria e fascinado pelo véu que lhe é lançado sobre as percepções espirituais. Roto esse véu, súbita luz o ilumina e ele volta à realidade. O pronto retorno a melhores sentimentos é sempre o indício de um progresso moral realizado, que apenas aguarda uma circunstância favorável para se revelar, ao passo que a persistência mais ou menos longa do mal, depois da morte, é, incontestavelmente, a prova de atraso do Espírito, no qual os instintos materiais sufocam o germe do bem, de modo a lhe serem precisas novas provações para se corrigir.
Mais opções
TAG
Valor
Mensagem para o avaliador (caso precise explicar suas sugestões):
3000
caracteres restantes
Criado por (coloque telefone ou e-mail caso seja necessário entrar em contato):
Cancelar
Salvar
Aguarde um momento...
×
Deseja sair do sistema?
×
Confirma a operação?
×