Livros Espíritas
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Amigos, eis afinal o dia em que a luz brilhará na Terra obscura e miserável, em que a raça será boa e bela, de acordo com o grau de adiantamento que haja alcançado, em que o sinal posto na fronte do homem já não será o da reprovação, mas um sinal de alegria e de esperança. Então, os Espíritos adiantados virão, em multidões, tomar lugar entre os colonos deste globo; estarão em maioria e tudo lhes cederá ao passo. Far-se-á a renovação e a face do globo será mudada, porquanto essa raça será grande e poderosa e o momento em que ela vier assinalará o começo dos tempos venturosos. Pamphil e (Paris, 4 de fevereiro de 1869) A beleza, do ponto de vista puramente humano, é uma questão muito discutível e muito discutida. Para a apreciarmos bem, precisamos estudá-la como amador desinteressado. Aquele que estiver sob o encantamento não pode ter voz no capítulo. Também entra em linha de conta o gosto de cada um, nas apreciações que se fazem. Belo, realmente belo só é o que o é sempre e para todos; e essa beleza eterna, infinita, é a manifestação divina em seus aspectos incessantemente variados; é Deus em suas obras e nas suas leis! Eis aí a única beleza absoluta. É a harmonia das harmonias e tem direito ao título de absoluta, porque nada de mais belo se pode conceber. Quanto ao que se convencionou chamar belo e que é verdadeiramente digno desse título, não deve ser considerado senão como coisa essencialmente relativa, porquanto sempre se pode conceber alguma coisa mais bela, mais perfeita. Somente uma beleza existe e uma única perfeição: Deus. Fora dele, tudo o que adornarmos com esses atributos não passa de pálido reflexo do belo único, de um aspecto harmonioso das mil e uma harmonias da Criação. Há tantas harmonias, quantos objetos criados, quantas belezas típicas, por conseguinte, determinando o ponto culminante da perfeição que qualquer das subdivisões do elemento animado pode alcançar. – A pedra é bela e bela de modos diversos. – Cada espécie mineral tem suas harmonias e o elemento que reúne todas as harmonias da espécie possui a maior soma de beleza que a espécie possa alcançar. A flor tem suas harmonias; também ela pode possuí-las todas ou insuladamente e ser diferentemente bela, mas somente será bela quando as harmonias que concorrem para a sua criação se acharem harmonicamente fusionadas. – Dois tipos de beleza podem produzir, por fusão, um ser híbrido, informe, de aspecto repulsivo. – Há então cacofonia! Todas as vibrações, insuladamente, eram harmônicas, mas a diferença de tonalidade entre elas produziu um desacordo, ao encontrarem-se as ondas vibrantes; daí o monstro! Descendo a escala criada, cada tipo animal dá lugar às mesmas observações e a ferocidade, a manha, até a inveja poderão dar origem a belezas especiais, se estiver sem mistura o princípio que determina a forma. A harmonia, mesmo no mal, produz o belo. Há o belo satânico e o belo angélico; a beleza enérgica e a beleza resignada. Cada sentimento, cada feixe de sentimentos, contanto que seja harmônico, produz um particular tipo de beleza, cujos aspectos humanos são todos, não degenerescências, mas esboços. É, pois, certo dizermos, não que somos mais belos, porém que nos aproximamos cada vez mais da beleza real, à medida que nos elevamos para a perfeição. Todos os tipos se unem harmonicamente no perfeito. Daí o ser este o belo absoluto. – Nós que progredimos possuímos apenas uma beleza relativa, debilitada e combatida pelos elementos desarmônicos da nossa natureza. Lavater Allan Kardec
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(27) Um vol. in-12, Paris Pagnerre; preço: 2 fr. 50; franco 2 fr. 75, Livraria Espírita, 7, rue de Lille.
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(28) Vejam-se as duas obras sábias de Boucher de Perthes: Do homem antediluviano e de suas obras, brochura in-4, 2 fr. 25, e Dos utensílios de pedra, brochura in-8, 1 fr. 50; franco, 1 fr. 75. Paris, Livraria Espírita.
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(29) Nota da Editora: Na formulação dos princípios que integram o alicerce da Doutrina Espírita, Allan Kardec adotou os critérios da universalidade e da concordância ao avaliar o ensino dos Espíritos, agindo como árbitro imparcial, sóbrio, que não poupa esforços para escoimar das imperfeições humanas os fundamentos do Espiritismo. Convencido do caráter progressivo da Doutrina Espírita, bem como da inexorabilidade da “Lei do Progresso” (O Livro dos Espíritos, Livro Terceiro, Cap. VIII), o Codificador buscou dotar o Espiritismo de meios eficazes para o seu aperfeiçoamento, capazes de proporcionar o aclaramento e o aprofundamento de questões tratadas apenas de forma sintética nas obras básicas. Para tanto, editou a Revista Espírita, publicada sob sua responsabilidade direta até desencarnar, em 1869, quando, então, ela passou a ser administrada pelos seus continuadores. Visando àquele objetivo, Allan Kardec transformou-a numa espécie de tribuna livre, por meio da qual sondava a reação dos homens e a impressão dos Espíritos acerca de determinados assuntos, ainda hipotéticos ou mal compreendidos, enquanto lhes aguardava a confirmação. Funcionando como terreno de ensaio, a Revista Espírita lhe permitia discutir alguns princípios, muitos deles sob a forma de esboços mais ou menos desenvolvidos, antes de os admitir como partes constitutivas da Doutrina. Absolutamente convencido, no entanto, de que assuntos novos não deveriam ser introduzidos levianamente no contexto doutrinário, nem com precipitação, o Codificador evitava publicar matérias que julgava inoportunas ou prematuras, mesmo as instruções dadas pelos Espíritos, sobre pontos ainda não elucidados, esperando o momento adequado para trazê-las ao público geral. Allan Kardec guardava em sua residência diversos manuscritos, que só vieram à luz após a sua desencarnação. Entre esses escritos havia material fragmentário, ensaios, verdadeiros esboços, aguardando,
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(26) Nota da Editora: Ver “Nota Explicativa”, p. 533.
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