Livros Espíritas
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A Ciência da Terra acreditava antigamente que os átomos fossem corpúsculos eternos e indivisíveis. Elementos conjugados entre si entrelaçavam-se e se separavam, plasmando formas diversas. Seriam como vasto mas limitado capital da vida de que a Natureza poderia dispor sem qualquer desperdício. No último quartel do século XIX, porém, singulares alterações marcaram os passos da Física. Retomando experiências iniciadas pelo cientista alemão Hittorf, William Crookes valeu-se de um tubo de vidro fechado, no qual obtinha grande rarefação do ar, fazendo passar, através dele, uma corrente elétrica, oriunda de alto potencial. Semelhante tubo poderia conter dois ou mais eletrodos (cátodos e ânodos, ou pólos negativos e positivos, respectivamente), formados por fios de platina, e rematados em placas metálicas de substância e molde variáveis. Efetuada a corrente, o grande físico notou que do cátodo partiam raios que, atingindo a parede oposta do vidro, nela formavam certa luminosidade fluorescente. Crookes classificou como sendo radiante o estado em que se mostrava o gás contido no recipiente e declarou guardar a impressão de que conseguira reter os corpúsculos que entretecem a base física do Universo. Mas, depois dele, aparece Roentgen, que lhe retoma as investigações e, projetando os raios catódicos sobre tela metálica, colocou a própria mão entre o tubo e pequena chapa recamada de substância fluorescente, observando que os ossos se destacavam, em cor escura, na carne que se fizera transparente. Os raios X ou raios Roentgen foram, desde então, trazidos à consideração do mundo.
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