Livros Espíritas
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Nós o dissemos há pouco: A alma sobrevive ao corpo, conserva sua individualidade e suas afeições e pode comunicar-se com os vivos. Quem pode provar a verdade de uma premissa, senão a lógica irrepreensível das deduções? Quem diz irrepreensível, diz inatacável, irrefutável. Assim, se as deduções de uma premissa não inatacáveis, é que satisfazem a tudo, que nada se lhe pode opor. Se, pois, essas deduções são verdadeiras, é que a premissa é verdadeira, pois a verdade não pode ter por princípio o erro. De um princípio falso, sem dúvida, podemos deduzir conseqüências aparentemente lógicas, mas será uma lógica aparente, isto é, sofismas, e não uma lógica irrepreensível, pois deixará sempre uma porta aberta à refutação. A verdadeira lógica é a que satisfaz plenamente à razão; não pode ser contestada. A falsa lógica não passa de falso raciocínio, sempre contestável. O que caracteriza as deduções de nossa premissa é, em primeiro lugar, o serem baseadas na observação dos fatos; em segundo lugar, por explicarem de maneira racional o que, sem isto, seria inexplicável. Substituí a nossa premissa pela negação e vos chocareis a cada passo contra dificuldades insolúveis. A teoria espírita, dizemos nós, é baseada em fatos, mas sobre milhares de fatos que se repetem todos os dias e que são observados por milhões de pessoas; a vossa, sobre meia dúzia, observados por vós. Eis uma premissa da qual cada um pode tirar a conclusão.
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(4) Nota da Editora: Ver “Nota Explicativa”, p. 521.
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