Livros Espíritas
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Espiritos:
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Acredita-se geralmente que, para convencer, basta apresentar os fatos. Esse, com efeito, parece ser o caminho mais lógico. A experiência, porém, mostra que nem sempre é o melhor, pois muitas vezes se encontram pessoas que não se deixam convencer nem mesmo pelos fatos mais patentes. A que se deve atribuir isso? É o que vamos tentar demonstrar. No Espiritismo, a questão dos Espíritos é secundária e consecutiva, não constituindo o seu o ponto de partida. É exatamente este o erro em que caem muitos adeptos e que leva certas pessoas ao insucesso. Não sendo os Espíritos senão as almas dos homens, o verdadeiro ponto de partida é a existência da alma. Ora, como pode o materialista admitir a existência de seres que vivem fora do mundo material, quando ele próprio acredita não passar de matéria? Como pode crer na existência de Espíritos ao seu redor, quando não acredita ter um dentro de si? Em vão se amontoarão aos seus olhos as provas mais palpáveis; ele as contestará todas, já que não admite o princípio. Todo ensino metódico deve partir do conhecido para o desconhecido. Para o materialista, o conhecido é a matéria; parti, pois, da matéria e tratai, antes de tudo, de convencê-lo, pela observância da própria matéria, de que há nele alguma coisa que escapa às leis da matéria. Numa palavra, antes que o torneis ESPÍRITA, cuidai de torná-lo ESPIRITUALISTA. Mas, para isso, é necessária outra ordem de fatos, um ensino muito especial que deve ser dado por outros processos. Falar-lhe dos Espíritos, antes que esteja convencido de que tem uma alma, é começar por onde se deve acabar, pois não lhe será possível aceitar a conclusão, sem que admita as premissas. Antes, pois, de tentarmos convencer um incrédulo, mesmo por meio dos fatos, convém nos certificarmos de sua opinião relativamente à alma, isto é, se ele acredita na sua existência, na sua sobrevivência ao corpo e na sua individualidade após a morte. Se a resposta for negativa, falar-lhe dos Espíritos seria pura perda de tempo. Eis aí a regra. Não dizemos que não comporte exceções. Mas, neste caso, provavelmente haverá outra causa que o torna menos refratário.
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