Livros Espíritas
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Aos que quiserem essas noções preliminares, pela leitura das nossas obras, aconselhamos que as leiam nesta ordem: 1ᵃ O que é o espiritismo – Esta brochura, de uma centena de páginas somente, é uma exposição sumária dos princípios da Doutrina Espírita, uma visão geral que permite ao leitor abranger o conjunto dentro de um quadro restrito. Em poucas palavras ele percebe o seu objetivo e pode julgar o seu alcance. Além disso, aí se encontram respostas às principais questões ou objeções que os novatos costumam fazer. Esta primeira leitura, que consome muito pouco tempo, é uma introdução que facilita um estudo mais aprofundado. 2ᵃ O livro dos espíritos – Contém a doutrina completa, tal como a ditaram os próprios Espíritos, com toda a sua filosofia e todas as suas consequências morais. É a revelação do destino do homem, a iniciação no conhecimento da natureza dos Espíritos e nos mistérios da vida de além-túmulo. Quem o lê compreende que o Espiritismo tem um fim sério, que não constitui frívolo passatempo. 3ᵃ O livro dos médiuns – Destina-se a guiar os que queiram entregar-se à prática das manifestações, dando-lhes o conhecimento dos meios mais apropriados para se comunicarem com os Espíritos. É um guia, tanto para os médiuns como para os evocadores, e o complemento de O livro dos espíritos. 4ᵃ Revista espírita – Variada coletânea de fatos, de explicações teóricas e de trechos isolados, que completam o que se encontra nas duas obras precedentes, e que representam, de certo modo, a sua aplicação. Sua leitura pode ser feita ao mesmo tempo que a daquelas obras, porém será mais proveitosa e, sobretudo, mais inteligível, se for feita depois de O livro dos espíritos. Isto pelo que nos diz respeito. Os que desejem conhecer tudo de uma ciência devem ler necessariamente tudo o que se ache escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, as coisas principais, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler os prós e os contras, as críticas como as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas, a fim de poderem julgar por comparação. Sob esse aspecto, não preconizamos, nem criticamos obra alguma, pois não queremos influenciar, de nenhum modo, a opinião que dela se possa formar. Trazendo nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras. Não nos cabe ser juiz e parte e não alimentamos a ridícula pretensão de ser o único distribuidor da luz. Compete ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso.
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