Livros Espíritas
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Postas de lado estas considerações morais, não contestamos de modo algum a possibilidade de haver médiuns interesseiros, se bem que honrados e conscienciosos, porque há gente honesta em todas as profissões. Apenas falamos do abuso. Mas é preciso admitir, pelos motivos que expusemos, que há mais razão para o abuso entre os médiuns pagos do que entre os que, considerando uma graça a faculdade mediúnica, só a utilizam para prestar serviço. O grau de confiança ou desconfiança que se deve dispensar a um médium pago depende, antes de tudo, da estima que inspiram seu caráter e sua moralidade, além das circunstâncias. O médium que, com um fim eminentemente sério e útil, se achasse impedido de empregar o seu tempo de outra maneira e, em consequência, se visse exonerado, não deve ser confundido com o médium especulador, com aquele que, por desígnio premeditado, faça da sua mediunidade uma indústria. Portanto, conforme o motivo e o fim, os Espíritos podem condenar, absolver e, até, auxiliar. Eles julgam mais a intenção do que o fato material.
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