Livros Espíritas
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As dimensões de certas estrelas são formidáveis. Nosso Sol é, como se sabe, 1.300.000 vezes maior que a Terra, mas Sirius ultrapassa-o doze vezes em grandeza, e Prócion seis vezes; Deneb, do Cisne, a segunda estrela da Grande Ursa; Vega, o belo sol azul da Lira; Pólux, dos Gêmeos; são também estrelas majestosas, faróis gigantescos disseminados na noite sideral, e perto dos quais nosso Sol fariam o efeito de simples ponto luminoso. Eis, depois, Capela ou a Cabra, astro enorme, 5.800 vezes maior que nosso Sol; Arcturo que, apesar de sua espantosa distância, fulge ainda com um brilho que eclipsa todos os astros do nosso céu boreal; e, enfim, Betelgeuse, da constelação de Orion. Desta vez, a mais fantástica imaginação não acha palavras para exprimir essa visão assombrosa. Uma ou outra dessas duas estrelas, Arcturo e Betelgeuse, vale muitos milhares de sóis iguais ao nosso; entre elas e nosso astro do dia há quase a mesma proporção que entre o Sol e a Terra. E, no entanto, a Astronomia ainda achou uma estrela, que as eclipsa. Para percebê-la é preciso ganhar as regiões astrais onde ela brilha na constelação do Navio; é Canopo, a mais poderosa estrela conhecida até hoje, pois equivale a 7.760 sóis reunidos. Entre todos os astros estudados ao telescópio e de que se tem ensaiado medir a distância, a luz, o calor e o movimento próprio, Canopo acaba de ser objeto de estudo especial da parte de um astrônomo inglês, Walkei, membro da Sociedade Real Astronômica de Londres. Esse estudo tenderia a mostrar que esse prodigioso sol poderia ser o centro de nosso universo. A distância de Canopo seria de 489 ciclos anuais de luz, isto é, o raio luminoso que nos chega hoje (em 1915), dessa estrela, deve ter saído da estrela no ano de 1426. Tal astro gigantesco não é, entretanto, o pivô em torno do qual evoluciona o nosso Sol; é em torno de Alcione, estrela da constelação das Plêiades, que nosso sistema solar preenche, em duzentos e vinte e cinco mil séculos, uma de suas grandes revoluções; um raio de luz de Alcione deve viajar durante 715 vezes os 365 dias do ano antes de poder atingir a Terra. Há estrelas cuja luz só nos chega ao cabo de 55 séculos. O grupo das Plêiades compõe-se de um milhar de estrelas, das quais somente sete são visíveis a olho nu. Alcione é de terceira grandeza; mas, fato notável, essas estrelas principais são animadas de movimento uniforme e paralelo, o que explicaria ser a sua atração mais poderosa ainda do que a do gigantesco Canopo.
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