Livros Espíritas
Sugerir Edição de Documento
Editar documento
Título:
Autor:
Espiritos:
Capítulo:
Conteúdo:
20000
caracteres restantes
O professor chaves, pioneiro da Doutrina espírita, em Uberaba, Minas, foi procurado por prestigioso amigo do campo social, que lhe falou sem rebuços: - Chaves, agora desejo doar duzentos contos para obras espíritas; entretanto, como você não desconhece, tenho aspirações políticas desde muito tempo. O distinto educador, sumamente conhecido por sua virtuosa austeridade, guardava silêncio. E o outro prosseguia: - Já auxiliei construções espíritas numerosas, mas tudo sem resultado. Tenho apenas recebido ingratidões e mais ingratidões. É uma lástima. Em toda parte, mentiras e mentiras. Queria, desse modo... Como a reticência se prolongasse, Chaves perguntou: - Queria o que, meu amigo? - Desejava a sua palavra empenhada, o apoio de seu prestígio diante dos espíritas, para que me garantissem o voto. - Nada posso fazer – disse o professor, peremptório. - Que é isso? – falou o amigo, com ar de censura - você prometeu receber-me e atender ao meu problema. - Pensei que o senhor estivesse tratando de caridade, mas o que francamente procura é a realização de um negócio – disse Chaves, imperturbável. - Que idéia! – falou o visitante, desencantado. – Entrego duzentos contos, duzentos contos de réis... Que é caridade, então? Humilde e simples, o professor explicou: - Caridade é o amor de Deus no coração humano. E esse amor, meu amigo, conforme nos ensina o Espiritismo, não tem preço. Onde é que o senhor já viu alguém pagar a luz do sol, a bênção do ar, o tesouro do verdadeiro amor ou o espetáculo do céu estrelado?... - Mas Chaves, disse o outro -, isso é muita filosofia... O que eu desejo é fazer uma dádiva... Para vocês, espíritas, o que vem a ser uma dádiva? E o educador respondeu sereno: - Dádiva é o bem que a gente faz sem esperar recompensa de coisa alguma. O político, nervoso, despediu-se e procurou distração num bilhar. E inquirido por alguns correligionários quanto aos resultados da entrevista, deu primorosa tacada e falou que o professor João Augusto Chaves não passava de um louco.
Mais opções
TAG
Valor
Mensagem para o avaliador (caso precise explicar suas sugestões):
3000
caracteres restantes
Criado por (coloque telefone ou e-mail caso seja necessário entrar em contato):
Cancelar
Salvar
Aguarde um momento...
×
Deseja sair do sistema?
×
Confirma a operação?
×