Livros Espíritas
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Independentemente dos fatos geológicos, a prova da existência do homem na Terra, antes da época fixada pela Gênese, é tirada da população do globo. Sem falar da cronologia chinesa, que, dizem alguns, remonta a trinta mil anos,¹³² documentos mais autênticos provam que o Egito, a Índia e outros países já eram povoados e floresciam, pelo menos, três mil anos antes da Era Cristã, ou seja, mil anos depois da criação do primeiro homem, segundo a cronologia bíblica. Documentos e observações recentes não deixam hoje dúvida alguma quanto às relações que existiram entre a América e os antigos egípcios, devendo-se, portanto, concluir que essa região já era povoada naquela época. Seria, então, forçoso admitir-se que, em mil anos, a posteridade de um único homem foi capaz de povoar a maior parte da Terra. Ora, semelhante fecundidade estaria em flagrante contradição com todas as leis antropológicas.¹³³
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(¹³²) N.E.: Os vestígios humanos mais antigos encontrados na China datam de 1,7 milhão de anos. A dinastia Xia é considerada a primeira e data de 2000 a.C.
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(¹³³) Nota de Allan Kardec: A Exposição Universal de 1867 exibiu antiguidades do México que não deixam a menor margem de dúvida sobre as relações que os povos desse país tiveram com os antigos egípcios. O Sr. Léon Méchedin, numa nota fixada no templo mexicano da Exposição, assim se exprimia: “Não é conveniente que se publiquem, prematuramente, as descobertas feitas, do ponto de vista da história do homem, pela recente expedição científica do México. Entretanto, nada se opõe a que o público saiba, desde já, que a exploração assinalou a existência de grande número de cidades desaparecidas com o tempo, mas que a picareta e as explosões podem retirar de suas mortalhas. As escavações puseram a descoberto, por toda parte, três camadas de civilizações, que parecem dar ao mundo americano uma antiguidade fabulosa.” É assim que todos os dias a Ciência opõe o desmentido dos fatos à doutrina que limita a 6.000 anos a aparição do homem na Terra e pretende fazê-lo derivar de um tronco único.
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