Livros Espíritas
Sugerir Edição de Documento
Editar documento
Título:
Autor:
Espiritos:
Capítulo:
Conteúdo:
20000
caracteres restantes
Lemos no número 19 do Lien, jornal das igrejas reformadas, a seguinte passagem, concernente à pluralidade das existências, reproduzindo-a sem comentários: “No que respeita à eternidade do Cristo, citam-nos este texto: ‘Agora, tu, meu pai, glorifica-me a mim em ti mesmo, com aquela glória que tive em ti, antes que o mundo fosse.’ (João, XVII:5); e este: ‘Antes que Abrão fosse, eu sou.’ (João, VIII:58). Mas, supondo que estas palavras sejam autênticas, não implicam de modo algum a idéia de eternidade absoluta, tal qual a concebe de Deus a nossa consciência, tal qual o próprio Cristo a contempla na Essência divina. Tudo quanto nos é permitido daí deduzir é a preexistência, uma existência anterior àquela que ele desfrutava cá embaixo, em nosso mundo, isto é, em nossa Terra22. Portanto, Jesus não quer dizer outra coisa senão que ele existia antes do mundo do qual fazemos parte. Aos nossos olhos, uma tal pretensão nada tem que não corresponda perfeitamente à natureza eminente e ao caráter único do Cristo, e os trinta a quarenta anos de sua carreira terrena não teriam sido suficientes para que ele realizasse os imensos progressos que notamos em sua pessoa. A hipótese da preexistência em si nada tem que choque a razão; ao contrário, é a única que pode dar conta de uma imensidade de fenômenos psicológicos e morais, cujas explicações em geral são pouco satisfatórias ou absolutamente contraditórias. Nós a admitimos, portanto, mesmo para os seres pessoais de todas as ordens, mas a título de suposição fortemente provável, projetando mais luz do que qualquer outra sobre a nossa situação presente e sobre o nosso eterno futuro. Que Jesus tenha tido consciência de uma vida anterior mergulhando nas mais longínquas profundezas do passado, nós o compreendemos perfeitamente, e é essa lembrança que o separava do comum dos homens e mesmo das almas de escol; mas, ainda uma vez, esta preexistência não é a eternidade absoluta.”
Mais opções
Nota 1:
5000
caracteres restantes
(22) Sabe-se que, em razão de suas imperfeitas noções astronômicas, os judeus confundiam a formação do Universo com a do nosso planeta, que, segundo eles, era o seu centro, a sua obra-prima; sendo assim, toda existência que dizem ter precedido esta formação, seria, necessariamente, uma existência divina.
Formatar
Nova Nota
TAG
Valor
Mensagem para o avaliador (caso precise explicar suas sugestões):
3000
caracteres restantes
Criado por (coloque telefone ou e-mail caso seja necessário entrar em contato):
Cancelar
Salvar
Aguarde um momento...
×
Deseja sair do sistema?
×
Confirma a operação?
×