Livros Espíritas
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Resp. – Aqueles que querem que eu veja. 41. Como os vedes? Resp. – Como a mim mesmo. 42. Vedes alguns à nossa volta? Resp. – Em multidão. 43. Evocação de Charles Dupont [Espírito de Castelnaudary] – Atendo ao vosso apelo. 44. [Ao mesmo] Estais hoje mais tranqüilo do que da última vez em que vos chamamos? Resp. – Sim; progrido no bem. 45. Compreendeis agora que vossas penas não durarão sempre? Resp. – Sim. 46. Entrevedes o fim dos sofrimentos? Resp. – Não. Para minha punição, Deus não me permite ver o fim. 47. [Ao Sr. Vignal] Vedes o Espírito que acaba de responder? Resp. – Sim; ele não é agradável de ver. 48. Podeis descrevê-lo? Resp. – Vejo-o como foi visto, com a diferença de não ter mais sangue nem punhal, revelando sua fisionomia mais tristeza do que a estupidez feroz que apresentou na primeira aparição. 49. Desperto, tendes conhecimento do retrato que foi feito deste Espírito? Resp. – Sim; além disso, estou informado. 50. Quando vedes um Espírito, como sabeis se seu corpo está morto ou vivo? Resp. – Pelo seu cordão fluídico. 51. Como julgais o moral deste? Resp. – Seu moral deve ser bem triste; mas ele melhora. 52. [A Charles Dupont] Ouvis o que se diz de vós. Isto vos deve encorajar a perseverar na via do progresso, em que entraste. Resp. – Obrigado; é o que procuro fazer. 53. Vedes o Espírito do médico com o qual conversamos? Resp. – Sim. 54. Como o vedes? Resp. – Vejo-o com um envoltório menos transparente que o dos outros Espíritos. 55. Como julgais que ele ainda esteja vivo? Resp. – Os Espíritos comuns não têm forma aparente; este tem a forma humana. Está envolvido por matéria semelhante a uma névoa, reproduzindo sua forma humana terrestre; o Espírito dos mortos não tem mais esse envoltório: dele está desprendido. 56. [Ao Sr. Vignal] Se evocássemos um louco, como o reconheceríeis? Resp. – Não o reconheceria se sua loucura fosse recente, porquanto nenhuma ação teria sobre o Espírito. Mas se fosse alienado há muito tempo, a matéria poderia ter exercido certa influência sobre ele, produzindo sinais que me serviriam para reconhecê-lo, como em vigília. 57. Poderíeis descrever-nos as causas da loucura? Resp. – Nada mais é que uma alteração, uma perversão dos órgãos, que não mais recebem as impressões de maneira regular, transmitindo falsas sensações e, por isto mesmo, realizando atos diametralmente opostos à vontade do Espírito. Observação – Acontece muitas vezes que certas criaturas, cujo Espírito é perfeitamente são, apresentam nos membros e em outras partes do corpo movimentos involuntários e independentes de sua vontade, por exemplo, o que designamos sob o nome de tiques nervosos. Compreende-se que essa alteração, se em vez de ocorrer no braço ou nos músculos da face, se desse no cérebro, a emissão das idéias sofreria. A impossibilidade de dirigir ou de dominar esta emissão constitui a loucura. 58. Depois da última resposta do Sr. Vignal, o médium que servia de intérprete a Charles Dupont escreveu espon-taneamente: Reconhecem-se esses Espíritos (os dos loucos) por sua chegada entre nós, pois giram em todos os sentidos, sem terem uma idéia firme, nem de Deus, nem das preces. Necessitam de tempo para se firmarem. Assinado: Cauvière Como ninguém tivesse pensado em chamar esse Espírito, o Sr. Belliol pergunta se não seria o do Dr. Cauvière, de Marselha, de quem outrora foi aluno. – R. Sim, sou eu, morto há um ano e meio. Observação – O Sr. Belliol reconhece a assinatura como sendo a do Dr. Cauvière. Mais tarde pôde-se compará-la com uma assinatura original e constatar a perfeita semelhança da escrita e da rubrica. 59. [Ao Sr. Cauvière] A que devemos a honra de vossa visita inesperada? Resp. – Não é a primeira vez que venho entre vós. Hoje achei uma ocasião favorável para me comunicar e a aproveitei. 60. Vedes vosso confrade Dr. Vignal, que aqui se acha em Espírito? Resp. – Sim, eu o vejo. 61. Como reconheceis que ele ainda está vivo? Resp. – Por seu envoltório, menos transparente que o nosso. 62. Esta resposta concorda com as que Charles Dupont acaba de dar, e nos pareceram ultrapassar o alcance de sua inteligência. Fostes vós quem lhas teríeis ditado? Resp. – Eu podia perfeitamente influenciá-lo, visto estar aqui. 63. Em que estado vos encontrais, como Espírito? Resp. – Ainda não reencarnei e, embora sendo um Espírito adiantado, estava longe de crer, na Terra, ao que chamais de espiritualismo. É preciso que faça minha educação aqui, onde me acho. Mas a minha inteligência, aperfeiçoada pelo estudo, sobreveio de repente. 64. Se quiserdes, iremos vos fazer uma pergunta preparada pelo Sr. Vignal; e pediremos a gentileza da resposta, cada um de seu lado, com o auxílio de vossos intérpretes particulares. Como encarais agora a diferença entre o Espírito dos animais e o do homem? Resp. – Não me é muito mais fácil dizê-lo que no estado de vigília. Conforme meu pensamento atual, o Espírito animal dorme, está entorpecido moralmente, ao passo que no homem desperta inicialmente de forma muito penosa. – Resposta do Sr. Cauvière: O Espírito do homem é chamado a um maior aperfeiçoamento que o dos animais; a diferença é sensível, uma vez que, nestes últimos, não existe senão em estado de instinto; mais tarde o instinto pode aperfeiçoar-se. 65. Ele pode aperfeiçoar-se a ponto de tornar-se um Espírito humano? Resp. – Pode, mas após ter passado por muitas existências animais, quer em nosso planeta, quer em outros. 66. Teríeis a gentileza de ditar-nos, um e outro, cada um por sua vez, uma pequena alocução espontânea, sobre assunto de vossa escolha?
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