Livros Espíritas
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(Paris, 16 de abril de 1869 – Médium: Sr. X.) Eu vos falo esta noite em versos, e a linguagem Provavelmente vai vos espantar, senhores; Linguagem da era antiga e dos deuses mensagem, E os versos são talvez pouco merecedores. Mas um dia virá da Musa entristecida Que, em luz, os corações em breve aplaudirão Acentos fraternais de uma lira sentida, Dos dedos a vibrar de jovem alma então. Tão logo se ouvirá a elevar-se da Terra Num misterioso brado, um hino colossal Cobrindo, com seu eco, um ribombar que encerra Explosão de canhões a serviço do mal. Esse brado há de ser: progresso, luz, amor! Todos os homens, pois, enfim, se dando as mãos, Sob a santa bandeira estarão; e em fervor, Da liberdade a senda acharão como irmãos. Graças, Deus! Liberdade! a um pai, a outra filha, Porém ambos mortais; vos haveis libertado Pobre família, então, do mal que a dor a encilha, À Humanidade em pranto, ao coração magoado. Esperança mostrais, enfim, ao proletário, Porém lhe defendendo ante a revolução. Vós fazeis triunfar o dogma igualitário Pela bondade, o amor e pela abnegação. Um só é o estandarte, e santa é-lhe a divisa. Liberdade com amor, ação, fraternidade! Que esses termos leais vibrem a fé precisa Tocando o coração de toda a Humanidade! Eis o ensino que agora eu vos posso ofertar Por meu médium querido, ao dirigir-lhe a mão. Se em versos eu lhe falo, ele me vá perdoar! Contra ninguém versejo, é um versejar de irmão. A. de Musset
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