Livros Espíritas
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O desaparecimento do corpo de Jesus após sua morte tem sido objeto de inúmeros comentários. É atestado pelos quatro evangelistas, baseados nos relatos das mulheres que foram ao sepulcro no terceiro dia depois da crucificação e lá não o encontraram. Algumas pessoas viram nesse desaparecimento um fato milagroso, enquanto outras o atribuíram a uma subtração clandestina. Segundo outra opinião, Jesus não teria revestido um corpo carnal, mas apenas um corpo fluídico; não teria sido, em toda a sua vida, mais do que uma aparição tangível, uma espécie de agênere, em suma. Seu nascimento, sua morte e todos os atos materiais de sua vida teriam sido apenas aparentes. Foi assim que, dizem, seu corpo, voltado ao estado fluídico, pôde desaparecer do sepulcro e foi com esse mesmo corpo que Ele se teria mostrado depois de sua morte. Sem dúvida, semelhante fato não é radicalmente impossível, dentro do que hoje se sabe sobre as propriedades dos fluidos; mas seria, pelo menos, inteiramente excepcional e em formal oposição ao caráter dos agêneres. (Cap. XIV, item 36.) Trata-se, pois, de saber se tal hipótese é admissível, ou se é confirmada ou contraditada pelos fatos.
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