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Espíritos
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O Evangelho segundo o Espiritismo - Pelo espírito  São Vicente de Paulo  através da codificação de Allan Kardec Capítulo 13
Sede bons e caridosos: essa a chave dos céus, chave que tendes em vossas mãos. Toda a eterna felicidade se contém neste preceito: “Amai-vos uns aos outros.” Não pode a alma elevar-se às altas regiões espirituais, senão pelo devotamento ao próximo; somente nos arroubos da caridade encontra ela ventura e consolação. Sede bons, amparai os vossos irmãos, deixai de lado a horrenda chaga do egoísmo. Cumprido esse dever, abrir-se-vos-á o caminho da felicidade eterna. Ademais, qual dentre vós ainda não sentiu o coração pulsar de júbilo, de íntima alegria, à narrativa de um ato de bela dedicação, de uma obra verdadeiramente caridosa? Se unicamente buscásseis a volúpia que uma ação boa proporciona, conservar-vos-íeis sempre na senda do progresso espiritual. Não vos faltam os exemplos; rara é apenas a boa vontade. Notai que a vossa história guarda piedosa lembrança de uma multidão de homens de bem. Não vos disse Jesus tudo o que concerne às virtudes da caridade e do amor? Por que desprezar os seus ensinamentos divinos? Por que fechar o ouvido às suas divinas palavras, o coração a todos os seus bondosos preceitos? Quisera eu que dispensassem mais interesse, mais fé às leituras evangélicas. Desprezam, porém, esse livro, consideram-no repositório de palavras ocas, uma carta fechada; deixam no esquecimento esse código admirável. Vossos males provêm todos do abandono voluntário a que votais esse resumo das Leis divinas. Lede-lhe as páginas cintilantes do devotamento de Jesus, e meditai-as. Homens fortes, armai-vos; homens fracos, fazei da vossa brandura, da vossa fé, as vossas armas. Sede mais persuasivos, mais constantes na propagação da vossa nova doutrina. Apenas encorajamento é o que vos vimos dar; apenas para vos estimularmos o zelo e as virtudes é que Deus permite nos manifestemos a vós outros. Mas, se cada um o quisesse, bastaria a sua própria vontade e a ajuda de Deus; as manifestações espíritas unicamente se produzem para os de olhos fechados e corações indóceis. A caridade é a virtude fundamental sobre que há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas. Sem ela não existem as outras. Sem a caridade não há esperar melhor sorte, não há interesse moral que nos guie; sem a caridade não há fé, pois a fé não é mais do que pura luminosidade que torna brilhante uma alma caridosa. A caridade é, em todos os mundos, a eterna âncora de salvação; é a mais pura emanação do próprio Criador; é a sua própria virtude, dada por Ele à criatura. Como desprezar essa bondade suprema? Qual o coração, disso ciente, bastante perverso para recalcar em si e expulsar esse sentimento todo divino? Qual o filho bastante mau para se rebelar contra essa doce carícia: a caridade? Não ouso falar do que fiz, porque também os Espíritos têm o pudor de suas obras; considero, porém, a que iniciei como uma das que mais hão de contribuir para o alívio dos vossos semelhantes. Vejo com frequência os Espíritos a pedirem lhes seja dado, por missão, continuar a minha tarefa. Vejo-os, minhas bondosas e queridas irmãs, no piedoso e divino ministério; vejo-os praticando a virtude que vos recomendo, com todo o júbilo que deriva de uma existência de dedicação e sacrifícios. Imensa dita é a minha, por ver quanto lhes honra o caráter, quão estimada e protegida é a missão que desempenham. Homens de bem, de boa e firme vontade, uni-vos para continuar amplamente a obra de propagação da caridade; no exercício mesmo dessa virtude, encontrareis a vossa recompensa; não há alegria espiritual que ela não proporcione já na vida presente. Sede unidos, amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo. Assim seja. – São Vicente de Paulo. (Paris, 1858.)
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Nome do Capítulo Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita
Tema Instruções dos Espíritos
Sub-Tema A beneficência
Item 12
O Livro dos Médiuns - Pelo espírito  São Vicente de Paulo  através da codificação de Allan Kardec Capítulo 31
A união faz a força. Sede unidos, para serdes fortes. O Espiritismo germinou, lançou raízes profundas. Vai estender por sobre a Terra a sua ramagem benfazeja. É preciso que vos torneis invulneráveis contra as setas envenenadas da calúnia e da sombria falange dos Espíritos ignorantes, egoístas e hipócritas. Para chegardes a isso, é necessário que uma indulgência e uma tolerância recíprocas presidam às vossas relações; que os vossos defeitos passem despercebidos; que somente as vossas qualidades sejam notadas; que o facho da amizade santa vos congregue, ilumine e aqueça os corações. Só assim resistireis aos ataques impotentes do mal, como o rochedo inabalável à vaga furiosa.
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Parte Segunda
Nome do Capítulo Dissertações espíritas
Tema Sobre as Sociedades Espíritas
Item 20
O Livro dos Médiuns - Pelo espírito  São Vicente de Paulo  através da codificação de Allan Kardec Capítulo 31
O Espiritismo deveria ser um escudo contra o espírito de discórdia e de dissensão. Mas esse espírito, desde todos os tempos, vem brandindo o seu facho sobre os humanos, porque tem inveja da felicidade que a paz e a união proporcionam. Espíritas! Ele pode penetrar nas vossas assembleias e, não duvideis, procurará semear entre vós o desamor, embora seja impotente contra os que tenham a animá-los o sentimento da verdadeira caridade. Acautelai-vos e vigiai incessantemente à porta do vosso coração, como à das vossas reuniões, para que o inimigo não penetre. Se os vossos esforços forem inúteis contra o inimigo de fora, sempre dependerá de vós impedir-lhe o acesso em vossa alma. Se houver dissensões entre vós, só por Espíritos maus poderão ser suscitadas. Mostrem-se, por conseguinte, mais pacientes, mais dignos e mais conciliadores aqueles que se achem penetrados, no mais alto grau, dos sentimentos dos deveres que a urbanidade lhes impõe, tanto quanto o verdadeiro Espiritismo. Algumas vezes os Espíritos bons permitem essas lutas, para facultarem aos bons e aos maus sentimentos a oportunidade de se revelarem, a fim de separar-se o trigo do joio. Eles, porém, estarão sempre do lado onde houver mais humildade e verdadeira caridade.
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Parte Segunda
Nome do Capítulo Dissertações espíritas
Tema Sobre as Sociedades Espíritas
Item 26
O Livro dos Médiuns - Pelo espírito  São Vicente de Paulo  através da codificação de Allan Kardec Capítulo 31
A criação perpétua e incessante dos mundos é, para Deus, uma espécie de gozo perpétuo, porque Ele vê incessantemente seus raios se tornarem cada dia mais luminosos em felicidade. Para Deus não há número, do mesmo modo que não há tempo. Eis por que centenas ou milhões não são, para ele, nem mais nem menos uns do que outros. É um pai, cuja felicidade se forma da felicidade coletiva de seus filhos e que, a cada segundo da Criação, vê uma nova felicidade vir fundir-se na felicidade geral. Não há parada nem suspensão nesse movimento perpétuo, nessa grande felicidade incessante que fecunda a Terra e o céu. Só se conhece do mundo uma pequena fração e tendes irmãos que vivem em latitudes onde o homem ainda não chegou a penetrar. Que significam esses calores de torrar e esses frios mortais, que detêm os esforços dos mais ousados? Julgais, ingenuamente, que haveis chegado ao limite do vosso mundo, quando não podeis mais avançar com os insignificantes meios de que dispondes? Poderíeis então medir exatamente o vosso planeta? Não creiais nisso. Há no vosso planeta mais lugares ignorados do que lugares conhecidos. Porém, como é inútil que se propaguem ainda mais todas as vossas instituições, todas as vossas leis más, ações e existências, há um limite que vos detém aqui e ali e que vos deterá até que tenhais de transportar as boas sementes que o vosso livre-arbítrio faz. Oh! não, não conheceis esse mundo a que chamais Terra. Vereis na vossa existência um grande começo de provas desta comunicação. Eis que vai soar a hora em que haverá uma outra descoberta diferente da última que foi feita; eis que vai alargar-se o círculo da vossa Terra conhecida e, quando toda a imprensa cantar essa hosana em todas as línguas, vós, pobres filhos, que amais a Deus e procurais o seu caminho, o tereis sabido antes daqueles mesmos que darão nome à nova Terra. SÃO VICENTE DE PAULO OBSERVAÇÃO – Do ponto de vista do estilo, esta comunicação não resiste à crítica. As incorreções, os pleonasmos, as expressões viciosas saltam aos olhos de qualquer um, por pouco letrado que seja. Isso, porém, nada provaria contra o nome com que está assinada, considerando-se que tais imperfeições poderiam resultar da incapacidade do médium, conforme já o demonstramos. O que é do Espírito é a ideia. Ora, quando ele diz que no nosso planeta há mais lugares ignorados do que lugares conhecidos, que um novo continente vai ser descoberto é, para um Espírito que se diz superior, dar prova da mais profunda ignorância. Sem dúvida é possível que, para além das regiões glaciais, se descubram alguns cantos de terra desconhecida, mas dizer que essas terras são povoadas e que Deus as ocultou aos homens a fim de que estes não levem para lá suas más instituições, é dar excessivo crédito à confiança cega daqueles a quem semelhantes absurdos são propagados.
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Parte Segunda
Nome do Capítulo Dissertações espíritas
Tema Comunicações apócrifas
Item 29
Revista Espírita - Pelo espírito  São Vicente de Paulo  através da codificação de Allan Kardec A Caridade – por São Vicente de Paulo
PELO ESPÍRITO SÃO VICENTE DE PAULO49 (Sociedade de Estudos Espíritas, sessão de 8 de junho de 1858) Sede bons e caridosos: essa a chave dos céus, chave que tendes em vossas mãos. Toda a eterna felicidade se contém neste preceito: “Amai-vos uns aos outros.” Não pode a alma elevar-se às altas regiões espirituais, senão pelo devotamento ao próximo; somente nos arroubos da caridade encontra ela ventura e consolação. Sede bons, amparai os vossos irmãos, deixai de lado a horrenda chaga do egoísmo. Cumprido esse dever, abrir-se-vos-á o caminho da felicidade eterna. Ao demais, qual dentre vós ainda não sentiu o coração pulsar de júbilo, de íntima alegria, à narrativa de um ato de bela dedicação, de uma obra verdadeiramente caridosa? Se unicamente buscásseis a volúpia que uma ação boa proporciona, conservar-vos-íeis sempre na senda do progresso espiritual. Não vos faltam os exemplos; rara é apenas a boa-vontade. Notai que a vossa História guarda piedosa lembrança de uma multidão de homens de bem. Eu vos citaria aos milhares aqueles cuja moral não tinha por objetivo senão melhorar o vosso globo. Não vos disse o Cristo tudo o que concerne às virtudes da caridade e do amor? Por que desprezar os seus ensinamentos divinos? Por que fechar o ouvido às suas divinas palavras, o coração a todos os seus bondosos preceitos? Quisera eu que dispensassem mais interesse, mais fé às leituras evangélicas. Desprezam, porém, esse livro, consideram-no repositório de palavras ocas, uma carta fechada; deixam no esquecimento esse código admirável. Vossos males provêm todos do abandono voluntário a que votais esse resumo das leis divinas. Lede-lhe as páginas cintilantes do devotamento de Jesus, e meditai-as. Eu mesmo me sinto envergonhado de ousar vos prometer um trabalho sobre a caridade, quando penso que se encontram nesse livro todos os ensinamentos que vos devem levar às regiões celestes. Homens fortes, armai-vos; homens fracos, fazei da vossa brandura, da vossa fé, as vossas armas. Sede mais persuasivos, mais constantes na propagação da vossa nova doutrina. Apenas encorajamento é o que vos vimos dar; apenas para vos estimularmos o zelo e as virtudes é que Deus permite nos manifestemos a vós outros. Mas, se cada um o quisesse, bastaria a sua própria vontade e a ajuda de Deus; as manifestações espíritas unicamente se produzem para os de olhos fechados e corações indóceis. Há, entre vós, homens que têm a cumprir missões de amor e de caridade: escutai-os, exaltai a sua voz; fazei se resplandeçam seus méritos e sereis, vós próprios, exaltados pelo desinteresse e pela fé viva de que vos penetrarão. As advertências detalhadas que vos deveriam ser dadas, sobre a necessidade de ampliar o círculo da caridade e nele incluir todos os infelizes, cujas misérias são ignoradas; todas as dores que, em nome dessa doutrina – caridade – se devem buscar em seus redutos para os consolar, seriam muito extensas. Vejo com satisfação que homens eminentes e poderosos auxiliam esse progresso, que deve unir todas as classes humanas: os felizes e os infelizes. Os infelizes – coisa estranha! – dão-se todos as mãos e se ajudam mutuamente em sua miséria. Por que são os felizes mais morosos em ouvir a voz do infeliz? Por que necessitamos da mão dos poderosos da Terra para impulsionar as missões de caridade? Por que não respondemos com mais ardor a esses apelos? Por que deixamos a miséria, assim como o prazer, macular o quadro da Humanidade? A caridade é a virtude fundamental sobre que há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas. Sem ela não existem as outras. Sem a caridade não há esperar melhor sorte, não há interesse moral que nos guie; sem a caridade não há fé, pois a fé não é mais do que pura luminosidade que torna brilhante uma alma caridosa; é a sua conseqüência decisiva. Quando deixardes que vosso coração se abra à súplica do primeiro infeliz que vos estender a mão; quando lhe derdes algo, sem questionar se sua miséria não é fingida ou se seu mal provém de um vício de que deu causa; quando abandonardes toda a justiça nas mãos divinas; quando deixardes o castigo das falsas misérias ao Criador; quando, por fim, praticardes a caridade unicamente pela felicidade que ela proporciona e sem inquirir de sua utilidade, então sereis os filhos amados de Deus e ele vos atrairá a si. A caridade é, em todos os mundos, a eterna âncora da salvação; é a mais pura emanação do próprio Criador; é a sua própria virtude, dada por ele à criatura. Como desprezar essa bondade suprema? Qual o coração, disso ciente, bastante perverso para recalcar em si e expulsar esse sentimento todo divino? Qual o filho bastante mau para se rebelar contra essa doce carícia: a caridade? Não ouso falar do que fiz, porque também os Espíritos têm o pudor de suas obras; considero, porém, a que iniciei como uma das que mais hão de contribuir para o alívio dos vossos semelhantes. Vejo com freqüência os Espíritos a pedirem lhes seja dado, por missão, continuar a minha tarefa. Vejo-os, minhas bondosas e queridas irmãs, no piedoso e divino ministério; vejo-os praticando a virtude que vos recomendo, com todo o júbilo que deriva de uma existência de dedicação e sacrifícios. Imensa dita é a minha, por ver quanto lhes honra o caráter, quão estimada e protegida é a missão que desempenham. Homens de bem, de boa e firme vontade, uni-vos para continuar amplamente a obra de propagação da caridade; no exercício mesmo dessa virtude, encontrareis a vossa recompensa; não há alegria espiritual que ela não proporcione já na vida presente. Sede unidos, amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo. Assim seja. Agradecemos a São Vicente de Paulo a bela e boa comunicação que se dignou de nos dar. – Gostaria que fosse proveitosa a todos. Permitiríeis que formulássemos algumas perguntas complementares a respeito do que acabastes de dizer? Resp. – Eu o desejo muito; meu objetivo é vos esclarecer; perguntai o que quiserdes. 1. Pode-se entender a caridade de duas maneiras: a esmola propriamente dita e o amor aos semelhantes. Quando dissestes que era necessário que o coração se abrisse à súplica do infeliz que nos estendesse a mão, sem questionarmos se não seria fingida a sua miséria, não quisestes falar da caridade do ponto de vista da esmola? Resp. – Sim; somente nesse parágrafo. 2. Dissestes que era preciso deixar à justiça de Deus a apreciação da falsa miséria. Parece-nos, entretanto, que dar sem discernimento às pessoas que não têm necessidade, ou que poderiam ganhar a vida num trabalho honesto, será estimular o vício e a preguiça. Se os preguiçosos encontrassem aberta com muita facilidade a bolsa dos outros, multiplicar-se-iam ao infinito, em prejuízo dos verdadeiros infelizes. Resp. – Podeis discernir os que podem trabalhar e, então, a caridade vos obriga a fazer tudo para lhes proporcionar trabalho; entretanto, também existem falsos pobres, capazes de simular com habilidade misérias que não possuem; é para os tais que se deve deixar a Deus toda a justiça. 3. Aquele que não pode dar senão um centavo, e que deve escolher entre dois infelizes que lhe pedem, não tem razão de inquirir quem, de fato, tem mais necessidade, ou deve dar sem exame ao primeiro que aparecer? Resp. – Deve dar ao que pareça sofrer mais. 4. Não se deve considerar também como fazendo parte da caridade o modo por que é feita? Resp. – É sobretudo na maneira de fazer a caridade que está o seu maior mérito; a bondade é sempre o indício de uma bela alma. 5. Que tipo de mérito concedeis àqueles a quem chamamos de benfeitores de ocasião? Resp. – Só fazem o bem pela metade. Seus benefícios não lhes aproveitam. 6. Disse Jesus: “Que vossa mão direita não saiba o que faz vossa mão esquerda.” Têm algum mérito aqueles que dão por ostentação? Resp. – Apenas o mérito do orgulho, pelo que serão punidos. 7. Em sua acepção mais abrangente, a caridade cristã não compreende igualmente a doçura, a benevolência e a indulgência para com as fraquezas dos outros? Resp. – Imitai Jesus; ele vos disse tudo isso. Escutai-o mais que nunca.50 8. A caridade é bem compreendida quando praticada exclusivamente entre pessoas que professam a mesma opinião ou pertencem a um mesmo partido? Resp. – Não. É sobretudo o espírito de seita e de partido que se deve abolir, porquanto todos os homens são irmãos. É sobre essa questão que concentramos os nossos esforços. 9. Suponhamos que alguém vê dois homens em perigo, mas não pode salvar senão um. Qual dos dois deverá salvar, considerando-se que um deles é seu amigo e o outro é seu inimigo? Resp. – Deve salvar o amigo, pois este amigo poderia acusá-lo de não gostar dele; quanto ao outro, Deus se encarregará.
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Mês Agosto
Ano 1858
Revista Espírita - Pelo espírito  São Vicente de Paulo  através da codificação de Allan Kardec Parábola
(Sociedade, 9 de dezembro de 1859 – Médium: Sr. Roze) Em sua última travessia um velho navio foi assaltado por terrível tempestade. Além de grande número de passageiros, transportava uma porção de mercadorias estrangeiras ao seu destino, acumuladas pela avareza e cupidez de seus donos. – O perigo era iminente; reinava a maior desordem a bordo; os chefes se recusavam a lançar a carga no mar; suas ordens eram ignoradas; tinham perdido a confiança da tripulação e dos passageiros. Era preciso pensar em abandonar o navio. Puseram três embarcações no mar: na primeira, a maior, precipitaram-se, aturdidos, os mais impacientes e os mais inexperientes, que se apressaram a remar na direção da luz que avistaram ao longe, na costa. Caíram nas mãos de um bando de corsários, que os despojaram dos objetos preciosos que haviam recolhido às pressas, maltratando-os sem piedade. Os segundos, mais espertos, souberam distinguir um farol libertador em meio às luzes enganadoras que alumiavam o horizonte e, confiantes, abandonaram o barco ao capricho das ondas; foram arrebentar nos arrecifes, ao pé do próprio farol, do qual não haviam tirado os olhos. Foram tanto mais sensíveis à sua ruína e à perda de seus bens quanto haviam entrevisto a salvação. Os terceiros, pouco numerosos, mas sábios e prudentes, guiavam com cuidado o frágil barco em meio aos obstáculos; salvaram corpos e bens, sem outro mal além da fadiga da viagem. Não vos contenteis, portanto, em vos guardardes contra a pirataria e contra os Espíritos maus, mas sabei, também, evitar o erro dos viajantes negligentes, que perderam os bens e naufragaram no porto. Sabei guiar vosso barco em meio aos escolhos das paixões e atracareis com felicidade no porto da vida eterna, ricos das virtudes que tiverdes adquirido em vossas viagens. São Vicente de Paulo
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Mês Abril
Ano 1860