O Livro dos Médiuns - Pelo espírito  Joana D'arc  através da codificação de Allan KardecCapítulo 31
Deus me encarregou de desempenhar uma missão junto dos crentes a quem Ele favorece com o dom da mediunidade. Quanto mais graça recebem do Altíssimo, mais perigos eles correm, e esses perigos são tanto maiores, quando se originam dos próprios favores que Deus lhes concede. As faculdades de que gozam os médiuns lhes atraem os elogios dos homens. As felicitações, as adulações, eis para eles o escolho. Esquecem rapidamente a incapacidade primitiva que lhes devia estar sempre presente à lembrança. Fazem mais: o que só devem a Deus, atribuem-no ao seu próprio mérito. Que acontece então? Os Espíritos bons os abandonam, eles se tornam joguete dos maus e ficam sem bússola para se guiarem. Quanto mais se tornam capazes, mais são impelidos a se atribuírem um mérito que não lhes pertence, até que Deus os puna, afinal, retirando-lhes uma faculdade que, desde então, somente lhes pode ser fatal.
Nunca me cansarei de recomendar que vos confieis ao vosso anjo da guarda, para que vos ajude a estar sempre vigilantes contra o vosso mais cruel inimigo, que é o orgulho. Lembrai-vos bem, vós que tendes a ventura de ser intérpretes entre os Espíritos e os homens, de que, sem o amparo do nosso divino Mestre, sereis severamente punidos, porque fostes mais favorecidos. Espero que esta comunicação produza frutos e desejo que ela possa ajudar os médiuns a se manterem atentos contra o escolho que os faria naufragar. Esse escolho, eu já o disse, é o orgulho.