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Espíritos
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O Evangelho segundo o Espiritismo - Pelo espírito  Georges  através da codificação de Allan Kardec Capítulo 17
Consistirá na maceração do corpo a perfeição moral? Para resolver essa questão, apoiar-me-ei em princípios elementares e começarei por demonstrar a necessidade de cuidar-se do corpo que, segundo as alternativas de saúde e de enfermidade, influi de maneira muito importante sobre a alma, que cumpre se considere cativa da carne. Para que essa prisioneira viva, se expanda e chegue mesmo a conceber as ilusões da liberdade, tem o corpo de estar são, disposto, forte. Façamos uma comparação: Eis se acham ambos em perfeito estado; que devem fazer para manter o equilíbrio entre as suas aptidões e as suas necessidades tão diferentes? Inevitável parece a luta entre os dois e difícil achar-se o segredo de como chegarem a equilíbrio.¹⁷ Dois sistemas se defrontam: o dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo, e o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma. Duas violências quase tão insensatas uma quanto a outra. Ao lado desses dois grandes partidos, formiga a numerosa tribo dos indiferentes que, sem convicção e sem paixão, são mornos no amar e econômicos no gozar. Onde, então, a sabedoria? Onde, então, a ciência de viver? Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por se acharem em dependência mútua, importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender as necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a Lei de Deus. Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre-arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é ele tão responsável quanto o cavalo mal dirigido, pelos acidentes que causa. Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo? Não, a perfeição não está nisso: está toda nas reformas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição. – Georges, Espírito protetor. (Paris, 1863.)
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Nome do Capítulo Sede perfeitos
Tema Instruções dos Espíritos
Sub-Tema Cuidar do corpo e do espírito
Item 11
Revista Espírita - Pelo espírito  Georges  através da codificação de Allan Kardec Garridice
Médium – Sra. Costel Hoje nos ocuparemos da garridice feminina, que é a inimiga do amor: ela mata ou o amesquinha, o que é pior. A mulher garrida assemelha-se a um pássaro engaiolado, que, pelo canto, atrai as outras aves para junto de si. Ela atrai os homens, cujos corações se dilaceram contra as grades que a encerram. Lamentamos mais a ela que a eles. Reduzida ao cativeiro pela estreiteza de idéias e pela aridez de seu coração, sapateia na obscuridade de sua consciência, sem jamais poder ver luzir o sol do amor, que só irradia para as almas generosas e dedicadas. É mais difícil sentir o amor do que inspirá-lo; no entanto, todos se inquietam e perscrutam o coração desejado, sem primeiro examinar se o seu possui o tesouro cobiçado. Não; o amor que é a sensualidade do amor-próprio não é amor, assim como a garridice não é a sedução para uma alma elevada. Temos razão em censurar e cercar de dificuldades essas frágeis ligações, vergonhosa permuta de vaidades, de misérias de toda sorte. O amor fica alheio a essas coisas, do mesmo modo que o raio não fica maculado pelas imundícies que ele ilumina. Insensatas são as mulheres que não compreendem que sua beleza e sua virtude representam o amor em seu abandono, no esquecimento dos interesses pessoais e na transmigração da alma que se entrega inteiramente ao ser amado. Deus abençoa a mulher que carregou o jugo do amor e repele aquela que fez desse precioso sentimento um troféu à sua vaidade, uma distração à sua ociosidade ou uma chama carnal que consome o corpo, deixando vazio o coração. Georges Allan Kardec
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Mês Janeiro
Ano 1861