7. A alma do homem sobrevive ao corpo e conserva a sua individualidade após a morte deste.
Se a alma não sobrevivesse ao corpo, o homem só teria por perspectiva o nada, do mesmo modo que se a faculdade de pensar fosse produto da matéria. Se não conservasse a sua individualidade, isto é, se se dissolvesse no reservatório comum chamado o grande todo, como as gotas d’água no oceano, seria igualmente, para o homem, o nada do pensamento e as consequências seriam absolutamente as mesmas que se não houvesse alma.
A sobrevivência desta à morte do corpo está provada de maneira irrecusável e até certo ponto palpável pelas comunicações espíritas. Sua individualidade é demonstrada pelo caráter e pelas qualidades peculiares a cada um. Essas qualidades, que distinguem umas das outras as almas, lhes constituem a personalidade. Se as almas se confundissem num todo comum, uniformes seriam as suas qualidades.
Além dessas provas inteligentes, há também a prova material das manifestações visuais, ou aparições, tão frequentes e autênticas, que não é lícito pô-las em dúvida.