Capítulo 15
Todos os evangelistas narram as aparições de Jesus, após sua morte, com detalhes circunstanciados que não permitem se duvide da sua realidade. Elas, aliás, se explicam perfeitamente pelas leis fluídicas e pelas propriedades do perispírito e não apresentam nada de anômalo em face do fenômeno do mesmo gênero, de que a História, antiga e moderna, oferece numerosos exemplos, sem lhes faltar sequer a tangibilidade. Se notarmos as circunstâncias em que ocorreram as suas diversas aparições, nele reconheceremos, em tais ocasiões, todas as características de um ser fluídico. Aparece inopinadamente e do mesmo modo desaparece; uns o veem, outros não, sob aparências que nem mesmo os seus discípulos o reconhecem; mostra-se em recintos fechados, onde um corpo carnal não poderia penetrar; sua própria linguagem não tem a vivacidade da de um ser corpóreo; fala em tom breve e sentencioso, peculiar aos Espíritos que se manifestam daquela maneira; todas as suas atitudes, em suma, denotam alguma coisa que não é do mundo terreno. Sua presença causa simultaneamente surpresa e medo; ao vê-lo, seus discípulos não lhe falam com a mesma liberdade de antes; sentem que já não é um homem. Jesus, portanto, se mostrou com o seu corpo perispirítico, o que explica que só tenha sido visto pelos que Ele quis que o vissem. Se estivesse com o seu corpo carnal, todos o veriam, como quando estava vivo. Ignorando a causa primeira do fenômeno das aparições, seus discípulos não se davam conta dessas particularidades que, provavelmente, não lhes mereciam qualquer atenção. Já que viam o Mestre e o tocavam, para eles aquele era o corpo ressuscitado de Jesus. (Cap. XIV, itens 14 e 35 a 38.)
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Nome do Capítulo Os milagres do Evangelho
Tema Aparição de Jesus após sua morte
Item 61