Sob que aparência Deus se apresenta aos que se tornam dignos de vê-lo? Será sob uma forma qualquer? Sob uma figura humana ou como um foco resplandecente de luz? A linguagem humana é impotente para descrevê-lo, porque não existe para nós nenhum ponto de comparação que nos possa dar uma ideia de tal fato. Somos quais cegos de nascença a quem procurassem inutilmente fazer que compreendessem o brilho do Sol. O nosso vocabulário é limitado às nossas necessidades e ao círculo das nossas ideias; a dos selvagens não poderia descrever as maravilhas da civilização; a dos povos mais civilizados é extremamente pobre para descrever os esplendores dos céus; a nossa inteligência muito restrita para os compreender, e a nossa vista, fraca demais, ficaria deslumbrada.