O juízo, pelo processo da emigração, conforme ficou explicado no item 63, é racional; funda-se na mais rigorosa justiça, visto que conserva para o Espírito, eternamente, o seu livre-arbítrio; não constitui privilégio para ninguém; a todas as criaturas, sem exceção alguma, Deus concede igual liberdade de ação para progredirem; o próprio aniquilamento de um mundo, acarretando a destruição do corpo, não ocasionará nenhuma interrupção à marcha progressiva do Espírito. Tais as consequências da pluralidade dos mundos e da pluralidade das existências.
Segundo essa interpretação, a qualificação de juízo final não é exata, uma vez que os Espíritos passam por análogas fieiras a cada renovação dos mundos que eles habitam, até que atinjam certo grau de perfeição. Não há, portanto, juízo final propriamente dito, mas juízos gerais em todas as épocas de renovação parcial ou total da população dos mundos, por efeito das quais se operam as grandes emigrações e imigrações de Espíritos.