O Zuavo Jacob (2o artigo)
Em segundo lugar, é preciso levar em conta circunstâncias que podem favorecer ou paralisar sua ação fluídica. Quando está rodeado de doentes que lhe vêm voluntariamente, a confiança que trazem os predispõe. Não admitindo nenhum estranho atraído pela curiosidade, ele se acha num meio simpático, que também o predispõe; é dono de si; seu espírito se concentra livremente e sua ação tem toda a sua força. Numa sala de hospital, desconhecido dos doentes habituados aos cuidados de seus médicos, cuja fé em outra coisa que não fosse a sua medicação seria suspeita, sob os olhos inquisidores e zombeteiros de criaturas prevenidas, interessadas em o denegrir; que, em vez de o secundar pelo concurso de injeções benfazejas, temessem mais do que desejariam vê-lo triunfar – o sucesso de um zuavo ignorante seria um desmentido dado ao seu saber – é evidente que, sob o império dessas impressões e desses eflúvios antipáticos, sua faculdade se acharia neutralizada. O erro desses senhores, nisto como quando se tratou do sonambulismo, sempre foi acreditar que esses tipos de fenômenos seriam manobrados à vontade, como uma pilha elétrica. As curas desse gênero são espontâneas, imprevistas e não podem ser premeditadas nem constituírem objeto de concurso. Acrescentemos a isto que o poder curador não é permanente; aquele que hoje o possui, pode vê-lo cessar no momento em que menos espera. Essas intermitências provam que depende de uma causa independente da vontade do curador e frustram os cálculos do charlatanismo. Nota – O Sr. Jacob ainda não retomou o curso de suas curas. Ignoramos o motivo e parece que não há nada fixado quanto à época em que recomeçará, se é que isto vai acontecer. Esperando, informam-nos que a mediunidade curadora se propaga em diferentes localidades, com aptidões diversas. Notas Bibliográficas
TAG Valor
Mês Novembro
Ano 1867