Mui venerada imperatriz, Junto ainda uma carta chegada do mundo invisível!
Possa ela, como as precedentes, ser apreciada por vós e sobre vós produzir um efeito salutar!
Aspiramos sem cessar a uma comunicação mais íntima com o Amor, o mais puro que se manifestou no homem e se glorificou em Jesus, o Nazareno!
Muito venerada imperatriz, nossa felicidade futura está em nosso poder, uma vez que nos é concedida a graça de compreender que só o amor pode nos dar a felicidade suprema, e que só a fé no amor divino faz brotar em nossos corações o sentimento que torna eternamente felizes, a fé que desenvolve, depura e completa nossa aptidão para amar.
Muitos temas ainda me restam para vos comunicar.
Procurarei acelerar a continuação do que comecei a vos expor, e me consideraria muito feliz se pudesse esperar ter podido ocupar agradavelmente e utilmente alguns momentos de vossa preciosa vida.
João Gaspar Lavater Zurique, 16 de dezembro de 1798