Algumas pessoas prendem-se muito ao fenômeno e dedicam-se pouco à Doutrina. Como esclarecer pessoas assim?
— O essencial não é a adoção da crença pelas vantagens aparentes que ela oferece. É imprescindível estar ciente, por experiência pessoal, dos objetivos que a vitalizam.
A crença, nos moldes tradicionais, é rotulagem de fé. A ciência, pela participação ativa dos postulados, é comunhão com a fé.
Por isso, é necessário demandar o fulcro do pensamento acolhedor da crença para cientificar-se da sua legitimidade.
O crente é apenas um observador inoperante.
O dente é um realizador ativo.
O primeiro produz para fora...
O segundo realiza por dentro...
No primeiro empecilho, o crente queixa-se e foge, enquanto o ciente luta e sofre.
O crente vence no mundo porque a ele pertence. O ciente perde no mundo porque vence as convenções da superfície humana.
Um faz-se triunfador, recebendo honrarias e destaque social...
O outro parece vencido. Desinteressa-se das coisas vãs, vencendo-se, libertando-se...
No entanto, é nele que cantam as vozes da Mensagem Cristã, chamando-lhe a alma ansiosa e leal.
O exterior é fenômeno que passa.
O interior e consistente é Doutrina que fica.
Lembra-te do Espiritismo praticado e preocupa-te com o espírito da Doutrina.
O fenômeno é meio, A Doutrina é fim.
O fenômeno é informe. A Doutrina é esclarecimento.
O fenômeno chama. A Doutrina conduz.
O fenômeno é instrumento da Doutrina. A Doutrina é a vida do fenômeno.
a (Messe de Amor - 4 edição - p.. 69/70/