II
Algumas pessoas prendem-se muito ao fenômeno e dedicam-se pouco à Doutrina. Como esclarecer pessoas assim? — O essencial não é a adoção da crença pelas vantagens aparentes que ela oferece. É imprescindível estar ciente, por experiência pessoal, dos objetivos que a vitalizam. A crença, nos moldes tradicionais, é rotulagem de fé. A ciência, pela participação ativa dos postulados, é comunhão com a fé. Por isso, é necessário demandar o fulcro do pensamento acolhedor da crença para cientificar-se da sua legitimidade. O crente é apenas um observador inoperante. O dente é um realizador ativo. O primeiro produz para fora... O segundo realiza por dentro... No primeiro empecilho, o crente queixa-se e foge, enquanto o ciente luta e sofre. O crente vence no mundo porque a ele pertence. O ciente perde no mundo porque vence as convenções da superfície humana. Um faz-se triunfador, recebendo honrarias e destaque social... O outro parece vencido. Desinteressa-se das coisas vãs, vencendo-se, libertando-se... No entanto, é nele que cantam as vozes da Mensagem Cristã, chamando-lhe a alma ansiosa e leal. O exterior é fenômeno que passa. O interior e consistente é Doutrina que fica. Lembra-te do Espiritismo praticado e preocupa-te com o espírito da Doutrina. O fenômeno é meio, A Doutrina é fim. O fenômeno é informe. A Doutrina é esclarecimento. O fenômeno chama. A Doutrina conduz. O fenômeno é instrumento da Doutrina. A Doutrina é a vida do fenômeno. a (Messe de Amor - 4 edição - p.. 69/70/
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Nome do Capítulo Temas Doutrinários
Pergunta 53