Capítulo 25
Muitas vezes é surpreendente a rapidez com que um Espírito evocado se apresenta, mesmo da primeira vez. É como se já estivesse prevenido de que seria evocado e, de fato, é isso mesmo que acontece, quando aquele que o evoca já tinha previamente a intenção de fazê-lo. Essa intenção, ou preocupação, é uma espécie de evocação antecipada e, como temos sempre conosco os nossos Espíritos familiares, que se identificam com o nosso pensamento, eles preparam o caminho de tal sorte que, se não surge nenhum obstáculo, o Espírito que desejamos chamar já se acha presente ao ser evocado. Em caso contrário, é o Espírito familiar do médium, do interrogante ou, ainda, um dos que costumam frequentar as reuniões que vai buscá-lo e, para isso, não precisa de muito tempo. Se o Espírito evocado não pode vir imediatamente, o mensageiro — os pagãos diriam Mercúrio — marca um prazo, às vezes de cinco minutos, um quarto de hora, uma hora e até muitos dias. Logo que ele chega, diz: Aqui estou. Podem então começar a ser feitas as perguntas que se quer dirigir ao Espírito evocado. Nem sempre o mensageiro é um intermediário indispensável, pois o Espírito pode ouvir diretamente o chamado do evocador, conforme explicado no item 282, pergunta 5, sobre o modo de transmissão do pensamento. Quando dizemos que se faça a evocação em nome de Deus, queremos que a nossa recomendação seja tomada a sério, e não levianamente. Os que nisso vejam o emprego de uma fórmula sem consequência farão melhor abstendo-se.
TAG Valor
Parte Segunda
Nome do Capítulo Evocações
Tema Considerações gerais
Item 271