Comunicações diversas: 1o Carta do Sr. Jobard, de Bruxelas, sobre Thilorier, do qual foi amigo, e que foi evocado a 15 de junho de 1860. Dá interessantes detalhes sobre sua descoberta, sua vida e seus hábitos, retificando várias asserções contidas na nota publicada a seu respeito no jornal Patrie. Entre outras particularidades conta como a audição lhe foi restabelecida pelo magnetismo. (Publicada adiante).
2o O Sr. B..., ouvinte estrangeiro, narra diversos casos de manifestações físicas espontâneas ocorridas com um de seus amigos. Não podendo este comparecer à sessão, o próprio Sr. B...
relatará os fatos com mais detalhes, posteriormente.
Estudos: 1o Perguntas diversas e problemas morais dirigidos a São Luís, a respeito da morte de Jean Luizerolle, condenado no lugar do filho, em 1793, devotando-se a ele para salvar-lhe a vida.
2o Evocação de Alfred de Marignac, que deu ao Sr.
Darcol uma comunicação sobre a penúria, assinada por Bossuet.
3o Evocação de Bossuet a esse respeito e várias outras perguntas. Termina por uma dissertação espontânea sobre o perigo das querelas religiosas.
4o Evocação da Irmã Jeanne, vítima dos massacres da Síria, que comparecera espontaneamente na última sessão e havia pedido para ser chamada novamente.
5o Apelo a um dos Espíritos sofredores que reclamam assistência. Um Espírito novo se apresenta sob o nome de Fortuné Privat, e dá detalhes sobre sua situação e as penas que sofre. Esta comunicação suscita inúmeras explicações interessantes sobre o estado dos Espíritos infelizes.
6o Ditado espontâneo sobre o nada da vida, assinado por Sophie Swetchine, recebido pela Srta. Huet.
Sexta-feira, 17 de agosto de 1860 – Sessão particular Reunião da comissão.
Leitura da ata e dos trabalhos da sessão de 10 de agosto.
Por sugestão da comissão, e após a leitura da ata, a Sociedade admite como sócio livre o Sr. Jules R..., de Bruxelas, domiciliado em Paris.
Comunicações diversas: 1o Numa carta da Condessa D..., de Milão, dirigida ao Sr. Allan Kardec, encontra-se a seguinte passagem: “Ultimamente, folheando velhas revistas de Paris, encontrei uma historieta de um maravilhoso escritor, Charles Nodier, tendo por título: Lídia ou a ressurreição. Achei-me em plena Revista Espírita; é uma intuição de O Livro dos Espíritos, embora escrita em 1839. Nodier era um crente? Naquela época já se falava de Espiritismo? Se pudesse, gostaria muito de evocá-lo; era um coração puro e uma alma apaixonada. Evocai-o, por favor, vós que podeis tanto! Se, encarnado, sua moral era tão suave e tão atraente, o que não será agora, quando seu Espírito se acha completamente desprendido da matéria?”
Há muito tempo a Sociedade deseja evocar Charles Nodier. Fa-lo-á na presente sessão.
2o Leitura de duas dissertações obtidas pelo Dr. de Grand-Boulogne, assinadas por Zénon; a primeira, sobre a dúvida suscitada quanto à identidade de Bossuet, na sessão anterior; a segunda sobre a reencarnação, cuja necessidade o Espírito demonstra, do ponto de vista moral, e sua concordância com as idéias religiosas.
3o Leitura de duas comunicações recebidas pela Sra.
Costel, assinadas por Georges; a primeira, sobre o progresso dos Espíritos; a segunda, sobre o despertar do Espírito.
4o Leitura da evocação de Luís XIV, feita pela Srta.
Huet, e de um ditado espontâneo, obtido pela mesma, sobre o proveito a tirar dos conselhos dos Espíritos, assinado por Marie, Espírito familiar.
Estudos: 1o Recorda o Sr. Ledoyen que há tempos São Luís tinha começado uma série de dissertações sobre os pecados capitais.
Pergunta se ele gostaria de continuar esse trabalho.
São Luís responde que o fará de boa vontade e que da próxima vez falará sobre a Inveja, pois a hora está muito avançada para fazê-lo naquela mesma noite.
2o Perguntam a São Luís se, na próxima sessão, poderão chamar novamente a rainha de Oude, já evocada em janeiro de 1858, a fim de julgar dos progressos que ela poderia ter feito. Ele responde: “Seríeis inspirados pela caridade se a evocásseis e se lhe falásseis amigavelmente, ao mesmo tempo instruindo-a um pouco, pois ainda está muito atrasada.”
3o Evocação de Charles Nodier. Depois de ter respondido, com extrema benevolência, às perguntas que lhe foram feitas, promete começar um trabalho contínuo na próxima sessão.
4o Ditado espontâneo, obtido pelo Sr. Didier, sobre a hipocrisia, assinado por Lamennais. Em seguida, o Espírito responde a várias perguntas sobre a sua situação e o caráter que se reflete em suas comunicações.
Sexta-feira, 24 de agosto de 1860 – Sessão geral Reunião do comitê.
Leitura da ata e dos trabalhos da última sessão.
O presidente procede à leitura da seguinte instrução, concernente às pessoas estranhas à Sociedade, a fim de preveni-las contra as falsas idéias que poderiam formar quanto aos objetivos de seus trabalhos.
“Julgamos dever lembrar às pessoas estranhas à Sociedade, e que não estejam ao corrente dos nossos trabalhos, que não fazemos nenhuma experiência, e que elas se enganariam se pensassem encontrar aqui assuntos para distração. Ocupamo-nos seriamente de coisas muito sérias, mas pouco interessantes e pouco inteligíveis para quem quer que seja estranho à ciência espírita.
Como a presença de tais pessoas seria inútil para elas mesmas e, para nós, uma causa de perturbação, nós nos recusamos a admitir as que não possuem, ao menos, os seus primeiros elementos e, sobretudo, as que a ela não sejam simpáticas. Antes de tudo somos uma Sociedade científica de estudos, e não uma Sociedade de ensino; jamais convocamos o público porque sabemos, por experiência, que a convicção só se forma por uma longa série de observações e não por ter assistido a algumas sessões, que não apresentam nenhuma seqüência metódica. Eis por que não fazemos demonstrações que, devendo recomeçar cada vez, paralisariam nossos trabalhos. Se, apesar disso, aqui se encontrassem pessoas que só fossem atraídas pela curiosidade, ou que não partilhassem nossa maneira de ver, nós lhes pediríamos se lembrassem de que não as convidamos e que esperamos de sua dignidade o respeito às nossas convicções, como respeitamos as suas. Não pedimos de sua parte senão silêncio e recolhimento.
Sendo o recolhimento uma das mais expressas recomendações dos Espíritos que desejam comunicar-se conosco, exortamos insistentemente as pessoas presentes a que se abstenham de qualquer conversação particular.”
Decidiu a comissão que, embora haja uma 5a sexta-feira no dia 31 deste mês, a de hoje, 24, será a última sessão antes das férias, e que a próxima será na primeira sexta-feira de outubro.
A comissão tomou conhecimento de uma carta com pedido de admissão como sócio livre, do Sr. B..., de Paris; mas, tendo em vista que a sessão do dia é geral, o exame fica adiado para depois das férias.
Comunicações diversas: 1o Leitura da evocação particular, feita pelo Sr. Jules Rob..., de Père Leroy, falecido ultimamente em Beirute. A evocação é notável pela elevação dos pensamentos do Espírito, que em nada desmente o belo caráter de que deu provas em vida, e que é o de um verdadeiro cristão. Ele externa o desejo de ser evocado na Sociedade.
2o Leitura de um ditado espontâneo, recebido pelo Sr.
Darcol, sobre os médiuns, assinado por Salles. Obtida na última sessão, essa comunicação não pôde ser lida, porque dela não se havia tomado conhecimento prévio, formalidade que o regulamento prescreve imperiosamente.
3o Outro ditado espontâneo, recebido pela Sra. de B...
sobre a Caridade moral, assinado pela Irmã Rosália.
4o Dois outros ditados espontâneos, obtidos pela Sra.
Costel, um sobre as várias categorias de Espíritos errantes, e o outro sobre os castigos, assinados por Georges. Estas duas comunicações podem ser classificadas entre as mais notáveis, pela sublimidade dos pensamentos, a verdade dos quadros e a eloqüência do estilo.
(Serão publicadas, assim como as outras comunicações mais importantes).
O presidente faz observar que a Sociedade é necessariamente limitada pelo tempo, mas que tudo quanto os membros recebem em particular, desde que o queiram trazer, deve ser considerado como um complemento de seus trabalhos. Não deve considerar como dela fazendo parte apenas o que obtém em suas sessões, mas, igualmente, tudo quanto lhe vem de fora e pode servir para a sua instrução. Ela é o centro para onde convergem os estudos particulares para o bem de todos; examina-os, comenta-os e os aproveita, se for o caso. Para os médiuns, é um meio de controle que, esclarecendo-os quanto à natureza das comunicações que recebem, pode preservá-los de mais de um engano. Aliás, muitas vezes os Espíritos preferem comunicar-se na intimidade, onde necessariamente há mais recolhimento que nas reuniões numerosas, pelos instrumentos de sua escolha, nos momentos que lhes convêm e em circunstâncias que nem sempre nos é dado apreciar. Concentrando essas comunicações, cada um aproveita todas as vantagens que elas podem oferecer.
Estudos: 1o Perguntas dirigidas a São Luís sobre o Espírito Georges. Quando vivo ele era pintor e professor de desenho da pessoa que lhe serve de médium. Sua vida não oferece nenhuma particularidade relevante, a não ser que sempre foi bom e benevolente. Suas comunicações, como Espírito, trazem um selo de tal superioridade que se desejou saber a posição por ele ocupada no mundo dos Espíritos. São Luís responde: “Ele foi um Espírito justo na Terra; toda sua grandeza consiste na bondade, na caridade e na fé em Deus, que professava.