6. “F..., da cidade de Z..., que foi juiz mais tarde, achando-se, quando moço, em vilegiatura no campo, uma moça da casa lhe pediu fosse buscar ao seu quarto um guarda-sol. Ele foi e viu a moça sentada à sua mesa de trabalho, porém mais pálida do que quando a deixara. Olhava para a frente. F..., apesar do medo de que foi presa, apanhou o guarda-sol, que estava ao lado dela, e o levou. Vendo-o de semblante transtornado, disse- -lhe a moça: ‘Confesse que viu alguma coisa, que me viu no quarto. Não se aflija, não estou para morrer. Sou dupla (em alemão: Doppelgaenger, que quer dizer, literalmente: alguém que anda duplo). Em pensamento, eu estava junto do meu trabalho e já muitas vezes dei com a minha imagem ao meu lado. Nada fazemos uma à outra.’”