Diante de tanta violência, onde os crimes são perpetrados em troca de ninharias, será que falta ao homem o sentimento de compaixão pelo semelhante?
— Escasseia, na atual conjuntura terrestre, o sentimento da compaixão.
Habituando-se aos próprios problemas e aflições, o homem passa a não perceber os sofrimentos do seu próximo.
Empedernindo o sentimento da compaixão, a criatura avança para a impiedade e até para o crime.
A compaixão é uma ponte de mão dupla, propiciando o sentimento que avança em socorro e o que retorna em aflição.
É o primeiro passo para a vigência ativa das virtudes morais, abrindo espaços para a paz e o bem-estar pessoal.
A compaixão auxilia o equilíbrio psicológico, por fazer que se reflexione em torno das ocorrências que atingem a todos os transeuntes da experiência humana.
Mediante o hábito da compaixão, o homem aprende a sacrificar os sentimentos inferiores e a abrir o coração.
A compaixão está acima da emotividade desequilibrada e vazia. Ela age, enquanto a outra lamenta; realiza o socorro, na razão em que a última apenas se apiada. (Responsabilidade -19 edição - p. 62/63/64/65)