Capítulo 14
Palestrar com naturalidade, governando as próprias emoções, sem azedume, sem nervosismo e sem momices, fugindo de prelecionar mais que o tempo indicado no horário previsto. A palavra revela o equilíbrio. Calar qualquer propósito de destaque, silenciando exibições de conhecimentos, e ajustar-se à Inspiração Superior, comentando as lições sem fugir ao assunto em pauta, usando simplicidade e precatando-se contra a formação da dúvida nos ouvintes. Cada pregação deve harmonizar-se com o entendimento do auditório. Respeitando pessoas e instituições nos comentários e nas referências, nunca estabelecer paralelos ou confrontos suscetíveis de humilhar ou ferir. Verbo sem disciplina gera males sem conta. Sustentar a dignidade espírita diante das assembléias, abstendo-se de historietas impróprias ou anedotas reprováveis. O orador é responsável pelas imagens mentais que plasme nas mentes que o ouvem. Nas conversações, não se reportar abusiva e intempestivamente a fatos e estudos doutrinários de entendimento difícil, devendo selecionar oportunidades, quanto a pessoas e ambientes, para tratar de temas delicados. A irreflexão é também falta de caridade. Manter-se inalterável durante a alocução, à face de qualquer situação imprevista. Os momentos delicados desenvolvem a nossa capacidade de auxiliar. Procurar abolir em suas palestras os vocábulos impróprios, as expressões pejorativas e os termos da gíria das ruas. O culto da caridade inclui a palavra em todas as suas aplicações. Sempre que possível, preferir o uso de verbos e pronomes na primeira pessoa do plural, ao invés da primeira pessoa do singular, a fim de que não se isole da condição dos companheiros naturais do aprendizado, com quem distribui avisos e exortações. Somos todos necessitados de regeneração e de luz. “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” Paulo. (Efésios, capítulo 4, versículo 29.)
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Nome do Capítulo Na Tribuna
Número 14
Médium Waldo Vieira
Editora FEB