E, afagando os ombros do paralítico, acentuou:
— Nosso amigo traz a mente subjugada pelo remorso com que ambientou nele mesmo a maldição recebida. Exige muito carinho para refazer-se. Sem despreocupar-me do tema que nos prendia a atenção, inquiri:
— Se esse companheiro utilizar-se da organização mediúnica, transmitirá ao receptor humano as sensações de que se acha investido?
— Sim, — elucidou o Assistente, — refletirá no instrumento passivo as impressões que o possuem, nos processos de imanização em que se baseiam os serviços de intercâmbio. Sorriu, bondoso, e acrescentou:
— No entanto, não nos percamos agora nos casos particulares. Cada entidade menos equilibrada de quantas se acham reunidas aqui traz consigo inquietantes experiências. Observemos de plano mais alto. E conduziu-me à cabeceira da mesa, onde o nosso amigo Raul Silva ia começar o serviço de oração.