Para uma manifestação ser inteligente, não é preciso que seja eloquente, espirituosa ou sábia. Basta que prove ser um ato livre e voluntário, exprimindo uma intenção ou correspondendo a um pensamento. Certamente, quando se vê uma ventoinha agitada pelo vento, todos sabem que apenas obedece a uma impulsão mecânica; entretanto, se fossem reconhecidos nos seus movimentos sinais intencionais, se ela girasse para a direita ou para a esquerda, depressa ou devagar, conforme as ordens que recebesse, forçoso seria admitir- se que a ventoinha obedecia a uma inteligência; nunca, porém, que ela fosse inteligente. Foi o que aconteceu com a mesa.