Capítulo 25
57. Quando, nos momentos mais impróprios, sentimos irresistível vontade de dormir, isto não se deverá ao fato de estarmos sendo evocados em algum lugar? “Pode, sem dúvida, acontecer que assim seja. Na maioria das vezes, porém, trata-se de mero efeito físico, seja porque o corpo tenha necessidade de repousar, seja porque o Espírito precise da sua liberdade.” OBSERVAÇÃO – Uma senhora que conhecemos, médium, teve um dia a ideia de evocar o Espírito de seu neto, que dormia no mesmo quarto. A identidade foi comprovada pela linguagem, pelas expressões habituais da criança e pela narração exatíssima de muitas coisas que lhe tinham acontecido no colégio, mas ainda uma circunstância veio confirmá-la. De repente, a mão da médium para em meio de uma frase, sem que lhe seja possível obter coisa alguma. Nesse momento, a criança, meio despertada, virou-se várias vezes em sua cama. Alguns instantes depois, tendo novamente adormecido, a mão da médium começou a mover-se outra vez, continuando a conversa interrompida. A evocação das pessoas vivas, feita em boas condições, prova, de maneira incontestável, a ação distinta do Espírito e do corpo e, por conseguinte, a existência de um princípio inteligente independente da matéria. (Veja-se, na Revista espírita de 1860, muitos exemplos notáveis de evocação de pessoas vivas.)
TAG Valor
Parte Segunda
Nome do Capítulo Evocações
Tema Utilidade das evocações particulares
Item 284
Sub-Item 57