Pregados na catedral de Metz, nos dias 27, 28 e 29 de maio de 1863, pelo reverendo padre Letierce, da Companhia de Jesus.
Refutados por um espírita de Metz e precedidos de considerações sobre a loucura espírita .
Embora não conheçamos pessoalmente o autor deste opúsculo, podemos dizer que é obra de um espírita esclarecido e sincero. Estamos contentes por ver a defesa do Espiritismo tomada por mãos hábeis, que sabem aliar a força do raciocínio à moderação, que é o apanágio da verdadeira força. Os argumentos dos adversários aí são combatidos com uma lógica à qual não sabemos qual outra poderiam opor, porque só há uma lógica séria, aquela cujas deduções nenhum lugar deixam à réplica, e achamos que a do autor está neste caso. Sem dúvida, com ou sem razão, sempre se pode replicar, porquanto há criaturas com as quais nunca se diz a última palavra, ainda que se tratasse de lhes provar que há sol ao meio-dia; mas não é destes que se trata de ter razão, pouco importando que estejam ou não convencidos de seu erro. Também não é a estes que nos dirigimos, mas ao público, juiz em última instância das causas boas ou más. Há no espírito das massas um bom-senso que pode falhar nos indivíduos isolados, mas cujo conjunto é como a resultante das forças intelectuais e do senso comum.
Em nossa opinião, a brochura em questão reúne as vantagens do fundo e da forma, isto é, à justeza do raciocínio alia a correção e a elegância do estilo, que jamais prejudica coisa alguma e torna a leitura de qualquer escrito mais atraente e mais fácil.
Não duvidamos que este escrito seja acolhido por todos os espíritas com a simpatia que merece. Nós o recomendamos com toda a confiança e sem restrições. Contribuindo para sua propagação, os espíritas prestarão serviço à causa.
Dissertações Espíritas