II
Como orientar o médium que vive receoso, temendo o animismo em suas comunicações? — Nem tudo que ocorre na esfera mental significa fenômeno mediúnico. Se não deves recearem excesso o animismo, não convém descurar cuidados. Sucessos e impressões na órbita da vida não representam, compulsoriamente, interferência de ordem espiritual. Problemas intrincados da personalidade surgem como expressões mediúnicas a cada instante e se exteriorizam, produzindo lamentáveis desequilíbrios. Distonias psíquicas exalam miasmas morbíficos que produzem imagens perturbadoras no campo mental e se externam em descontrole. Estuda e estuda-te. Evita a frivolidade e arma-te de siso, no mister relevante da mediunidade. Ante os valores medi únicos legítimos, convém não desconsiderares os expressivos recursos da mente encarnada. Percepções, emoções, sensações fixam-se inconscientemente e armazenam-se nos depósitos da memória aguardando oportunidade. Imperioso acautelar-te. Prudência, em fenômenos mediúnicos, é medida salutar. Revisa opiniões, conotações, exames e resguarda-te na discrição. Mediunidade é patrimônio inestimável, faculdade delicada pela qual ocorrem fenômenos sutis, expressi vos e vigorosos e só procedem do Alto quando em clima de alta responsabilidade. Nesse sentido, não descuides das ocorrências provindas de interferências anímicas, dos desejos fortemente acalentados, das impressões indefiníveis e desconexas que ressumam, engendrando comunicações inexatas. Acalma a mente e harmoniza o “mundo interior”. 9 (Celeiro de Bênçãos -1 edição - p. 26/27/28)
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Pergunta 61