Como orientar o médium que vive receoso, temendo o animismo em suas comunicações?
— Nem tudo que ocorre na esfera mental significa fenômeno mediúnico.
Se não deves recearem excesso o animismo, não convém descurar cuidados.
Sucessos e impressões na órbita da vida não representam, compulsoriamente, interferência de ordem espiritual.
Problemas intrincados da personalidade surgem como expressões mediúnicas a cada instante e se exteriorizam, produzindo lamentáveis desequilíbrios.
Distonias psíquicas exalam miasmas morbíficos que produzem imagens perturbadoras no campo mental e se externam em descontrole.
Estuda e estuda-te.
Evita a frivolidade e arma-te de siso, no mister relevante da mediunidade.
Ante os valores medi únicos legítimos, convém não desconsiderares os expressivos recursos da mente encarnada. Percepções, emoções, sensações fixam-se inconscientemente e armazenam-se nos depósitos da memória aguardando oportunidade.
Imperioso acautelar-te.
Prudência, em fenômenos mediúnicos, é medida salutar.
Revisa opiniões, conotações, exames e resguarda-te na discrição.
Mediunidade é patrimônio inestimável, faculdade delicada pela qual ocorrem fenômenos sutis, expressi vos e vigorosos e só procedem do Alto quando em clima de alta responsabilidade.
Nesse sentido, não descuides das ocorrências provindas de interferências anímicas, dos desejos fortemente acalentados, das impressões indefiníveis e desconexas que ressumam, engendrando comunicações inexatas.
Acalma a mente e harmoniza o “mundo interior”.
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(Celeiro de Bênçãos -1 edição - p. 26/27/28)