A intervenção voluntária ou involuntária de uma pessoa dotada de aptidão especial para a produção destes fenômenos parece necessária, na maioria dos casos, embora haja aqueles em que o Espírito parece agir sozinho. Porém, mesmo nesses casos, ele poderia tirar o fluido animalizado de uma pessoa ausente à reunião. Isto explica por que os Espíritos, que nos cercam incessantemente, não produzem perturbação a todo instante. Primeiro, é preciso que o Espírito queira, que tenha um objetivo, um motivo, sem o que nada faz. Depois, que encontre, exatamente no local em que pretende agir, alguém capaz de ajudá-lo, coincidência que só ocorre com muita raridade. Se essa pessoa aparece inesperadamente, ele se aproveita dela. Todavia, mesmo que todas as circunstâncias sejam favoráveis, ainda assim poderia acontecer que o Espírito se visse impedido por uma vontade superior, que não lhe permitisse agir como gostaria. É possível, também, que só lhe seja permitido atuar dentro de certos limites e no caso de tais manifestações serem julgadas úteis, quer como meio de convicção, quer como prova para a pessoa que ele tem em vista.