Capítulo 7
No que respeita às penas futuras, assim como sucede nos seus demais pontos, a Doutrina Espírita não se baseia sobre uma teoria preconcebida. Não é um sistema substituindo outro sistema: em tudo ela se apoia nas observações, e é isso que faz a sua autoridade. Ninguém jamais imaginou que as almas, depois da morte, se encontrariam em tal ou qual situação; são elas, essas mesmas almas que partiram da Terra, que hoje nos vêm iniciar nos mistérios da vida futura, descrever-nos sua posição feliz ou desventurada, suas impressões e a transformação por que passaram pela morte do corpo. Numa palavra, vêm completar os ensinamentos do Cristo sobre este ponto. Não se trata aqui das revelações de um único Espírito, que poderia ver as coisas do seu ponto de vista, sob um só aspecto, ou ser ainda dominado pelos preconceitos da vida terrena; tampouco se trata de uma revelação feita exclusivamente a um indivíduo que pudesse deixar-se levar pelas aparências, ou de uma visão extática, que se presta a ilusões e que não passa, muitas vezes, de reflexo de uma imaginação exaltada.⁵⁶ Trata-se, sim, de inúmeros exemplos fornecidos por Espíritos de todas as categorias, desde os mais elevados até os mais inferiores da escala, por meio de outros tantos intermediários disseminados em todos os pontos da Terra, de sorte que a revelação não é privilégio de pessoa alguma, pois todos podem ver e observar e ninguém é obrigado a crer pela crença dos outros.
TAG Valor
Parte Primeira
Nome do Capítulo As penas futuras segundo o Espiritismo
Tema Princípios da Doutrina Espírita sobre as penas futuras