Capítulo 36
E as suas próprias forças insufladas no campo orgânico da mulher que lhe fora a bem-amada, como que lhe favoreciam a ausência dos velhos pensamentos de mágoa que, por tanto tempo, lhe haviam flagelado a vida íntima. Registando-lhe a queda de energias, o médico ministrou-lhe, de imediato, os recursos aconselháveis, permanecendo Mário, desse modo, comodamente instalado em larga poltrona, junto dos amigos. Despediu-se o facultativo, mais animado. Antonina, sem afetação, ajudou no preparo do café, que foi saboreado por todos, enquanto a conversação era reatada com alegria. Foi então que a viúva se ofereceu para voltar. Era industriária e, na posição de mãe, responsabilizava-se por três crianças, entretanto, poderia dispor de dois dias. Amaro salientou a dificuldade para encontrar uma enfermeira ou governanta para horas difíceis e aceitou a gentileza. Antonina, contente, prometeu regressar, trazendo Lisbela, na manhã seguinte. Estava convencida de que a menina conseguiria entreter Zulmira, com as suas infantilidades, mitigando-lhe o coração saudoso de mãe. Evelina abraçou-a, encantada. Simpatizara-se com Antonina, como se fossem duas irmãs. Algo reanimado e positivamente feliz, Mário dispôs-se à retirada e um táxi foi trazido. Num ambiente de construtiva cordialidade, desenvolveu-se a reconfortante despedida. E Silva, fitando a companheira de excursão com reconhecimento e carinho, sentiu-se reconciliado consigo mesmo, irradiando a alegria silenciosa de quem retorna à felicidade.
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Nome do Capítulo Corações renovados