As reuniões frívolas se compõem de pessoas que só veem o lado divertido das manifestações, e que se divertem com os gracejos dos Espíritos levianos. Estes as apreciam bastante e a elas não faltam, por aí gozarem de inteira liberdade para se exibirem. São nessas reuniões que se perguntam banalidades de toda sorte, que se pede aos Espíritos a predição do futuro, que se põe à prova a perspicácia deles em adivinhar as idades ou aquilo que cada um tem no bolso, em revelar pequenos segredos e mil outras coisas sem importância.
Tais reuniões não têm maiores consequências. Mas como, às vezes, os Espíritos levianos são muito inteligentes e, em geral, bem humorados e joviais, ocorrem nelas, com muita frequência, fatos bastante curiosos, de que o observador atento pode tirar proveito. Aquele que só tivesse presenciado essas sessões e julgasse o mundo dos Espíritos por essa amostra, faria dele uma ideia tão falsa, como quem julgasse toda a sociedade de uma grande cidade pelos habitantes de alguns dos seus bairros. Diz o simples bom senso que os Espíritos elevados não comparecem às reuniões deste gênero, em que os espectadores não são mais sérios do que os atores. Quem queira ocupar-se com coisas fúteis deve naturalmente chamar Espíritos levianos, do mesmo modo que para divertir uma sociedade chamaria palhaços. Porém, cometeria uma profanação quem para ali convidasse entidades venerandas, porque seria misturar o sagrado com o profano.