Não ignoramos que a nossa severidade para com os médiuns interesseiros levanta contra nós todos os que exploram ou se veem tentados a explorar essa nova indústria, transformando-os em inimigos encarniçados nossos, sem falar dos amigos de tais médiuns que, naturalmente, lhes partilham a opinião. O nosso consolo é que os mercadores expulsos por Jesus do templo de Jerusalém também não deviam vê-lo com bons olhos. Temos igualmente contra nós os que não consideram o assunto com a mesma gravidade. Entretanto, julgamo-nos no direito de ter uma opinião e de emiti-la. Não obrigamos ninguém a adotá-la. Se a maioria a adota, é que aparentemente a acharam justa. Além disso, não vemos como se poderia provar que há menos probabilidade de se encontrarem a fraude e os abusos na especulação do que no desinteresse. Quanto a nós, se os nossos escritos têm contribuído para lançar o descrédito sobre a mediunidade interesseira, tanto na França como em outros países, acreditamos não ter sido esse um dos menores serviços que eles têm prestado ao Espiritismo sério.